Professora de Moita Bonita é reintegrada a rede municipal

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O pedido de liminar foi feito pelo SINTESE para garantir a volta ao trabalho da professora. Segundo a assessoria jurídica do sindicato além da liminar uma ação solicita a anulação da punição e por conseqüência da demissão da educadora. A professora Adineide Barreto Lima, delegada sindical do SINTESE foi reintegrada nesta terça-feira pela prefeitura municipal de Moita Bonita. A readmissão foi através de liminar concedida pelo juiz do trabalho da Comarca de Itabaiana, Fábio Túlio Correia Ribeiro. O pedido de liminar foi feito pelo SINTESE para garantir a volta ao trabalho da professora. Segundo a assessoria jurídica do sindicato além da liminar uma ação solicita a anulação da punição e por conseqüência da demissão da educadora.

A direção executiva do sindicato elogiou a decisão do magistrado. “O juiz da Comarca de Itabaiana entendeu que não havia motivos para a demissão de Adineide, isso mostra o quão injusto foi o seu desligamento da rede municipal”, disse o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva.

Na última segunda-feira, a professora Adineide se reuniu com os pais de alunos da Escola Municipal Fernando Cortes, no povoado Cova da Onça. Ela foi explicar aos pais os motivos da sua demissão. Eles demonstraram apoio a professora, inclusive assinando um documento externando a sua indignação com a atitude da prefeita Graziele Costa.

Assembléia geral acontece nesta quarta

O SINTESE realiza nesta quarta-feira, dia 03, às 15h, assembléia geral extraordinária no Instituto Histórico e Geográfico. O principal assunto é a revolta dos professores da rede estadual com a falta de cumprimento dos pontos da pauta de reivindicação acordados no final do mês de maio. Para a direção do SINTESE a possibilidade de paralisação por tempo determinado não está descartada. “Temos visitado escolas na capital e interior e sentimos que a categoria está muito insatisfeita com a falta de compromisso do governo estadual. Se os professores decidirem por paralisação o SINTESE vai encaminhar”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Para o sindicato há uma flagrante morosidade do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação, para o cumprimento das propostas acordadas durante a paralisação dos professores ocorrida no mês de maio. O governo do estado assinou um documento se comprometendo a garantir a gratificação por interiorização, a volta da automaticidade da progressão vertical, o PROID e a discussão da gestão democrática. “Os professores entenderam que num cenário onde o reajuste salarial ficou em irrisórios 2,96%, os pontos que constaram do documento representaram avanços, mas a demora em operacionalizar as ações está causando muita revolta”, apontou Joel.