A América Latina vive uma mudança de época

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Com a participação do secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, Valter Pomar, do professor da Universidade Federal de Sergipe, Fernando Sá e do cientista político Helder Teixeira os conferencistas da oitava edição da Conferência Estadual dos Trabalhadores em Educação puderam debater a atual conjuntura política internacional, nacional e sergipana.

Conjuntura política e social foi discutida

ACom a participação do secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, Valter Pomar, do professor da Universidade Federal de Sergipe, Fernando Sá e do cientista político Helder Teixeira os conferencistas da oitava edição da Conferência Estadual dos Trabalhadores em Educação puderam debater a atual conjuntura política internacional, nacional e sergipana.
Valter Pomar começou sua explanação falando sobre conjuntura internacional com a crise do capitalismo no mundo, da sua transitoriedade e citou os Estados Unidos, que a exemplo do império Romano vive problemas para manter a hegemonia mundial. E falou que a América Latina está vivendo um processo de rompimento destes laços de hegemonia com os Estados Unidos, pois estão assumindo os governos de lideranças da esquerda e com apoio dos movimentos populares. Para Pomar estamos vivendo um processo de mudança de época, em que outras nações vão assumir uma posição hegemônica e a América Latina devia assumir com mais protagonismo seu papel.
Ele falou também que a hegemonia neoliberal na América Latina está sendo substituída por um sistema que ainda não foi nomeado e não está muito claro, mas que está no que pode se chamar de pós-neoliberalismo e que a região está passando por uma mudança de época.

Mais de 1.200 educadores e estudantes participaram da discussão
fotos: Edinah Mary

Como é formada por diversos países com sistemas políticos diferenciados. O processo de mudanças e resistência ao neoliberalismo corre mais rapidamente em uns países e de forma mais gradual entre outros. Um dos principais fatores da celeridade das mudanças é a o quanto a direita está mobilizada. Em países como Bolívia, Equador e Venezuela a direita está desarticulada e não consegue impedir que a esquerda e os movimentos populares pressionem pelas mudanças. Já Brasil, Argentina e os outros países o movimento contrário as mudanças sociais está mais organizado, então o processo é mais lento.
Pomar ressaltou que no Brasil houve um grande avanço político, mas que não foi acompanho pelo avanço sócio econômico e isso se gera com um engessamento das políticas do governo Lula. Se faz necessário não só no governo federal, mas também no governo de Sergipe que os movimentos sociais os pressionem para que as mudanças realmente sejam efetivadas.
Fernando Sá em sua fala destacou que mesmo em conjunturas onde a direita ainda tem força é preciso que a esquerda e os movimentos populares se mobilizem e busquem as mudanças. Ele apontou que o movimento sindical tem sofrido um grande processo de refluxo e que o SINTESE é uma exceção, pois consegue mobilizar os professores na busca por uma educação de qualidade social.
Hélder Teixeira pontuou a condição de trabalho dos professores, não só da Educação Básica, mas também do ensino superior. Tocou no ponto em que professor deve ter plano de carreira, profissão e não uma “profissão diletante”. Disse que os movimentos populares devem perceber a sua potencialidade eleitoral e que devem tirar proveito disso, citou como exemplo os professores sergipanos que elegeram o deputado federal Iran Barbosa.