A base para educação emancipatória está no trabalho de grupo

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Os professores precisam se reunir em grupos e discutir como podem ser feitos o planejamento e o currículo de suas escolas, pois o que está apresentado hoje não contribui para uma escola que deseja ser protagonista da formação da sociedade. Os professores precisam se reunir em grupos e discutir como podem ser feitos o planejamento e o currículo de suas escolas, pois o que está apresentado hoje não contribui para uma escola que deseja ser protagonista da formação da sociedade. Foi a tese apresentada pelo professores da Universidade de Campinas – UNICAMP , Dario Fiorentini.

Ele apresentou como a política educacional implantada pelos gestores públicos tem como objetivo anular a produção tanto dos professores quanto dos alunos. “Os programas oficiais promovidos pelos governos estaduais, municipais são na verdade uma formação descontinuada, pois eles não consideram o conhecimento prévio dos educadores”, disse Fiorentini.

Outro ponto destacado por ele é o contínuo processo de desprofissionalização dos educadores, pois as políticas educacionais implantadas pelos gestores públicos fazem com que o professor participe cada vez menos dos processos de construção do conhecimento. E ao mesmo tempo há uma exigência de que os professores dominem as novas tecnologias, se espalhem por várias escolas, para completar a carga horária. “A contínua desprofissionalização dos educadores tem gerado uma crise de identidade e estresse docente, onde o educador ou abandona o magistério ou entra em resignação”, disse Dario.