Professores de Malhador ocupam prefeitura e são presos por delegada

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Após muita pressão dos educadores e a presença da imprensa, o prefeito aceitou receber o deputado federal Iran Barbosa (PT), mas disse que só se reúne com os professores no dia 05 de novembro. Os educadores de Malhador ocuparam o prédio da prefeitura na manhã desta segunda-feira para pressionar o prefeito Ellan Araújo a sentar com os professores e discutir a pauta de reivindicações. Mas o prefeito ao invés de se reunir com os professores chamou a polícia par retirá-los da prefeitura. Além dos quatro policiais militares que prestam serviço na cidade, mais oito policiais foram chamados pela delegada Mayra Fernanda Moinhos.

Após muita pressão dos educadores e a presença da imprensa, o prefeito aceitou receber o deputado federal Iran Barbosa (PT), mas disse que só se reúne com os professores no dia 05 de novembro. Após a audiência com Iran os professores saíram em passeata pelas ruas da cidade. Eles continuam com o movimento grevista.

De acordo com a assessoria jurídica do SINTESE os professores só poderiam ser obrigados a sair, sob ordem judicial. Os dirigentes do sindicato presentes ao ato informaram que a delegada ameaçou os professores de retirá-los da prefeitura independente de ordem judicial. Como eles se recusaram a sair, a delegada chegou a prendê-los no prédio.

Greve

As péssimas condições das escolas, os baixos salários e o não cumprimento da legislação educacional levaram os professores da rede municipal de Malhador a paralisar as atividades por tempo indeterminado desde o dia 08 de outubro.

Há vários anos o magistério municipal tem tentado negociar o cumprimento do Plano de Carreira e Remuneração do Magistério – PCRM. O salário base dos professores está congelado desde 2003, ferindo artigo 37, inciso X da Constituição Federal que garante revisão anual dos salários. Apesar de constar no PCRM a prefeitura não tem feito o pagamento da gratificação por titulação e a progressão vertical automática (mudança de nível médio para superior).

Desde início da greve os professores têm realizado diversos atos públicos como feijoadas, via crúcis e cafés da manhã em frente a prefeitura buscando sensibilizar o prefeito Marcos Ellan a se reunir com os educadores e buscar alternativas para solução dos problemas. Mas o prefeito saiu da cidade e só voltou para agir de forma truculenta com os educadores.

As escolas municipais, principalmente nos povoados, enfrentam sérios problemas de infra-estrutura, em algumas delas faltam banheiros, em outras, telhados não oferecem segurança a alunos, professores e funcionários. O material escolar também é insuficiente.

A falta de uma política educacional com ações visando o crescimento e desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem levou o município é ter 2,6 de média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb.