Câmara aprova a legalização das centrais sindicais

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (17) o Projeto de Lei 1990/07 que reconhece as centrais sindicais como entidades de representação geral dos trabalhadores, especificando atribuições, prerrogativas e critérios para sua participação em fóruns e conselhos públicos. O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (17) o Projeto de Lei 1990/07 que reconhece as centrais sindicais como entidades de representação geral dos trabalhadores, especificando atribuições, prerrogativas e critérios para sua participação em fóruns e conselhos públicos. A matéria agora será enviada ao Senado. Na votação nominal mais significativa do dia, foi aprovada, por 215 votos a 161 e 7 abstenções, emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) que exige autorização do trabalhador para o desconto em folha de pagamentos do imposto sindical. Caberá às centrais participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e outros nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. Para o relator da matéria pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Vicentinho (PT-SP), embora a proposta caminhe no sentido defendido por ele, de autonomia das centrais, a aprovação da emenda de Augusto Carvalho quebra o acordo feito com o go-verno.

Sindical. Divisão de recursos.
O projeto prevê que, em decorrência do reconhecimento das centrais sindicais como órgãos de representação, elas participarão também da repartição dos recursos arrecadados com a contribuição sindical dos trabalhadores. O dinheiro sairá da chamada “conta especial emprego e salário”, administrada pelo Ministério do Trabalho e sustentada pela arrecadação do imposto sindical. Metade dos 20% da contribuição paga pelos trabalhadores e atribuídos atualmente a essa conta será destinada às centrais. Em relação à contribuição sindical de responsabilidade dos empregadores, não há mudanças. Se não houver sindicato, o montante de 60% da arrecadação da contribuição, tanto dos trabalhadores como dos empregadores, ficará com a federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional. Ainda dentro desta hipótese, as cotas das federações (15%) e confederações (5%) ficarão com a confederação.

Sindical.
Senado amplia para 6 meses prazo de licença-maternidade. A Comissão de Direitos Huma-nos do Senado aprovou, por unanimidade, o projeto que aumenta de quatro para seis meses o período da licença-maternidade. A iniciativa é facultativa, mas a empresa que aderir à proposta terá incentivos fiscais. O projeto tem caráter terminativo, ou seja, segue direto para a Câmara, sem passar pelo plenário do Senado.

Sindical.
Grupo que estuda atualização da CLT começa atividades. O grupo de estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) responsável por elaborar propostas para atualização do texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), começou a preparar seu cronograma de atividades na última quarta-feira (17/10), em Brasília. No primeiro momento, a equipe vai organizar sugestões de revogação de dispositivos que, embora ainda façam parte da legislação, já foram tacitamente revogados, tanto pela Constituição Federal de 1998 como por outras leis. Serão tratados apenas temas que não geram controvérsias entre patrões e trabalhadores. “A idéia é eliminar aquilo que está em desuso e que simplesmente não tem mais aplicabilidade no mundo atual, prejudicando o trabalhador”, explicou o ministro reafirmando que irá manter sua postura de defesa rígida dos direitos conquistados na CLT.

Sindical.
Nova central sindical lançada em São Paulo. A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), nova central sindical formada pela Corrente Sindical Classista (CSC), pelo Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), tendências sindicais sob influência do PCdoB e PSB, respectivamente, foi lançada nesta semana em São Paulo. O ato de lançamento aconteceu na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de SP e seus dirigentes anunciaram que 670 entidades já assinaram o manifesto de adesão à nova central, destacando que ela já é a principal força do movimento rural no Brasil.

Sindical.
Trabalhador que ganha até R$ 1.200 terá isenção de CPMF. O trabalhador com carteira assi-nada que ganha até R$ 1.140 por mês já tem isenção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e o projeto do governo federal está elevando este valor para R$ 1.200. Hoje, existem outras isenções de CPMF: benefícios da Previdência Social de até dez salários mínimos, saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), saques de abono salarial (PIS/Pasep) e seguro-desemprego. Além disso, estão isentos também as contas especiais com saldo não superior a R$ 1.000 (contas simplificadas).

Economia. Emprego: maior alta desde abril de 2005.
O nível de emprego na indústria subiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, segundo o IBGE. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o emprego apresentou crescimento de 2,2% – a maior taxa desde abril de 2005 (3,2%). No ano, atinge alta de 1,6%, e no acumulado dos últimos 12 meses, 1,2%. No confronto com agosto do ano passado, o contingente de trabalhadores cresceu em 12 dos 18 segmentos e em nove dos 14 locais pesquisados. Setorialmente, os maiores impactos positivos, na média nacional, vieram de alimentos e bebidas (4,2%), meios de transporte (9,6%) e máquinas e equipamentos (8,8%). Nos oito primeiros meses do ano, 13 locais e 12 segmentos realizaram contratações. São Paulo (2,6%), Nordeste (1,7%) e Paraná (2,4%) representaram as contribuições positivas mais importantes, enquanto Rio Grande do Sul (-0,9%) exibiu a única taxa negativa.

Economia. Emprego formal cresce 0,87% no País.
BRASÍLIA – O Cadastro Geral de Empregados e De-sempregados, Caged, registrou em setembro a criação de 251.168 novos postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo mês do ano passado, foram criadas 176.735 novas vagas formais. Na comparação com o estoque, houve crescimento de 0,87% de empregos em setembro. De janeiro a setembro, foram criados 1.606.992 empregos formais. De janeiro a setembro de 2006, haviam sido criados 1.383.805 empregos. Segundo o Ministério do Trabalho, a marca registrada em setembro é o melhor resultado já registrado para meses de setembro da série do Caged, iniciada em 1992.

Economia. Real valoriza quase 100%.
Levantamento da consultoria Economática mostra que a moeda brasileira valorizou quase 100% perante o dólar nos últimos cinco anos. Em um rol de moedas latino-americanas, o Real lidera. A consultoria calculou uma valorização de 97,24% da taxa de câmbio brasileira entre os dias 31 de dezembro de 2002 e 12 de outubro deste ano. No mesmo período, os Pesos chileno e colombiano tiveram ganhos de 45,99%; o Sol peruano teve ganho de 18,06%, e o Peso argentino, de 6,61%.

Economia. Empresários do Nordeste e Norte querem Venezuela no Mercosul.
Políticos e dirigentes empresariais do Norte e Nordeste iniciaram uma ofensiva no Congresso para defender a inclusão da Venezuela no Mercosul. Em reação às críticas dos neoliberais, contrários à entrada da Venezuela no Mercosul, os empresários argumentam que é a melhor maneira de estender ao Norte e Nordeste benefícios comerciais assegurados pelo Mercosul a outras regiões do país. As federações de indústria de Pernambuco, Bahia, Pará, Alagoas, Acre e Roraima apóiam o movimento pró-entrada da Venezuela. A apreciação do acordo para ingresso da Venezuela no Mercosul foi paralisada no Congresso quando senadores da direita começaram a dar declarações contra Hugo Chávez.

Economia. União do Mercosul com África do Sul e Índia.
Lula propôs na quarta-feira (18), durante visita à África do Sul, a criação de um acordo trilateral de livre comércio que inclua as nações do Mercosul, o país africano e a Índia. “Esse grupo criará a maior área de livre comércio do mundo” – defendeu Lula, afirmando que uma coordenação maior entre as economias emergentes da África, América Latina e Ásia é o caminho para dar mais voz aos países do Sul.

Sindical. Funcionários da GE tentam evitar demissão em massa.
O pesadelo da demissão em massa, anunciada pela General Eletric (GE), para o próximo ano, e que aflige centenas de trabalhadores da fábrica localizada em Maria das Graças, Zona Norte do Rio, foi tema de discussão durante audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Aproveitando a ocasião, funcionários da empresa denunciaram as péssimas condições de trabalho. De acordo com o secretário estadual de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, o governo estadual poderá intervir em uma negociação, desde que sejam mantidos os empregos, respeitando-se os direitos de cada trabalhador.

Sociedade. 40 fraudadores na cadeia.
Um esquema de fraude na importação e distribuição de equipamentos de alta tecnologia para redes corporativas de internet e telecomunicações, operado por uma multinacional líder nesse segmento no mercado mundial (Cisco System), dos EUA, foi desarticulado pela Polícia Federal e Receita Federal. Segundo estimativa dos dois órgãos, nos últimos cinco anos a Cisco e outra multinacional, a Mude, comandaram um esquema que sonegou mais de R$ 1,5 bilhão em multas e tributos de importação que deveriam ter sido recolhidos aos cofres públicos. A operação resultou na prisão de 40 pessoas, entre elas o presidente da multinacional, Pedro Ripper, o ex-presidente Carlos Alberto Carnevalli, os dirigentes da Mude, Moacir Álvaro Sampaio e Hélio Pedreira, seis auditores da Receita Federal, executivos e funcionários das empresas. A Polícia Federal pediu também o apoio da polícia americana para localizar e prender outros cinco executivos das duas empresas, que trabalham nos Estados Unidos. Foram apreendidos nesses locais US$ 10 milhões em mercadorias nos endereços da Cisco e outros R$ 45 milhões de mercadorias junto à Mude – maior distribuidora dos produtos importados ilegalmente -, US$ 290 mil, R$ 240 mil em espécie e 18 automóveis de luxo.

Sociedade. Mulheres debatem a feminização da pobreza.
A Chamada Global para a Ação Contra a Po-breza chegou na quarta-feira (17) a Fortaleza, Ceará, para sua segunda parada em cidades latino-americanas para discutir a feminização da pobreza. Dentro das discussões para o combate a pobreza e a desigualdade social é fundamental fazer esse debate de gênero, pois 70% dos pobres do mundo e 65% dos analfabetos são mulheres. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em março deste ano, a feminização da pobreza ocorre em parte por que quase metade das mulheres com idade para trabalhar não tem emprego. Na América Latina, só 52,4% das mulheres com idade para trabalhar têm emprego. Há dez anos, eram apenas 47%. A diferença em relação aos homens ainda é enorme: para cada 100 homens economicamente ativos na região, há 69 mulheres. O desemprego entre as mulheres é o dobro do observado entre os homens.

Economia. Brasil tem nova vitória na OMC.
O Brasil vence mais uma vez a disputa contra os subsídios do governo estadunidense aos produtores de algodão. A OMC divulgou o relatório final do processo contra a Casa Branca e acusou Washington de não haver cumprido a maioria das determinações dos árbitros internacionais de retirar os subsídios proibidos. A decisão abre a possibilidade de o Brasil retaliar os produtos americanos, inclusive em patentes. Washington já reconhece a derrota, mas deverá arrastar o processo até 2008.

Sindical. Grupo de combate a trabalho escravo retoma atividades.
O Grupo Especial Móvel de Fiscali-zação do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho voltou a atuar na segunda-feira (1) após 23 dias parado. A retomada foi em três operações simultâneas nos estados do Mato Grosso, Pará e Maranhão. O grupo decidiu voltar à fiscalização depois da assinatura de um termo de cooperação firmado entre o Ministério do Trabalho e a Advocacia-Geral da União (AGU). A medida, segundo o coordenador do grupo, Marcelo Campos , “possibilitará uma imediata defesa do auditor, caso haja alguma intromissão indevida na atuação dos fiscais”. Os auditores estavam com suas atividades suspensas desde 22 de setembro, quando um grupo de senadores desqualificou a atuação do grupo na libertação de 1.108 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Fazenda Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), no Pará.
Repressão. Governo do PSDB de Alagoas aciona Bope contra mobilizações. Os servidores públicos do Estado, em greve, acusam o governador Teotônio Vilela (PSDB) de quebrar o acordo firmado entre os servidores e um grupo de deputados, que previa o esvaziamento do prédio após realização de uma assembléia de trabalhadores na manhã desta quarta. Segundo Girlene Lazáro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), o comando de greve ficou reunido com os deputados até a madrugada desta quarta. Os manifestantes, servidores públicos da Saúde, Educação, Polícia Civil afirmam que o Bope agiu com truculência, utilizando-se de força desnecessária, uma vez que no momento em que a tropa chegou pouco mais de 50 pessoas estavam no local. Os servidores denunciam que os militares quebraram cadeiras e lançaram bombas de efeito moral.

Privatizações. Estadunidenses vão preparar privatizações em SP.
O Citi (subsidiária do City Bank) foi selecionado para assessorar o governo do Estado de São Paulo na modelagem de venda parcial ou total de empresas estatais. O consórcio JP Morgan/Banco Fator tenta impugnar a participação do Citi sob alegação de documentação incompleta. Tanto o governador de São Paulo, José Serra, quanto o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, têm afirmado que não há decisão tomada sobre venda de ações das companhias. Serra chegou a negar qualquer intenção de privatização. No entanto, a licitação para contratar bancos para assessorar o governo está em curso desde setembro, com seus detalhes devidamente publicados no Diário Oficial paulista, e é específica para modelagem de venda.

Neoliberalismo. Governo tucano não se preocupa com segurança pública.
Manifestação em defesa de melhores condições de trabalho e melhores salários reuniu mais de mil policiais militares, nesta quarta-feira, em frente ao Palácio Piratini. Segundo eles, governo Yeda Crusius (PSDB) está levando segurança à beira do colapso. A manifestação reuniu profissionais das mais variadas patentes da Brigada Militar (a PM gaúcha) em uma grande manifestação contra o governo Yeda Crusius (PSDB) que, segundo os brigadianos, está levando a segurança pública a beira do colapso no Rio Grande do Sul. Os manifestantes denunciam: salários mais baixos do Brasil; sucateamento da frota de viaturas policiais; falta de coletes à prova de bala para enfrentar a bandidagem; apagão no sistema de rádio; ameaças aos direitos dos militares estaduais; atraso de salários; ameaça de não pagamento do 13º salário; tratamento desrespeitoso e arbitrário; falta de efetivo; não-chamamento dos concursados aprovados para a BM; excesso de carga horária; não-pagamento de horas-extras; não-pagamento de direitos constitucionais (dedicação exclusiva e adicional noturno); não-cumprimento da lei da matriz salarial; falta de fardamento. (Matéria de Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior)

Neoliberalismo. Educação abandonada.
Professores e funcionários de escola do RS se acorrentaram aos portões de entrada do Palácio Piratini protestando contra o desmonte da Educação no Estado. Servidores públicos já cogitam greve geral contra choque de gestão promovido pelo governo Yeda Crusius (PSDB). Cerca de 200 professores e funcionários de escolas estaduais acorrentaram-se, na manhã de quinta-feira, nos portões de entrada do Palácio Piratini, em protesto contra a política educacional do governo Yeda Crusius (PSDB). A mobilização iniciou por volta das 5 horas da manhã, envolvendo também outras centenas de trabalhadores da educação. Os professores denunciam a falta de pessoal nas escolas, as más condições de trabalho, a política de enturmação (junção de turmas) e a proposta de aumento da alíquota do ICMS apresentada pela governadora. (Matéria de Marco Aurélio Weissheimer – Carta Maior)O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (17) o Projeto de Lei 1990/07 que reconhece as centrais sindicais como entidades de representação geral dos trabalhadores, especificando atribuições, prerrogativas e critérios para sua participação em fóruns e conselhos públicos. A matéria agora será enviada ao Senado. Na votação nominal mais significativa do dia, foi aprovada, por 215 votos a 161 e 7 abstenções, emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) que exige autorização do trabalhador para o desconto em folha de pagamentos do imposto sindical. Caberá às centrais participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e outros nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores. Para o relator da matéria pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Vicentinho (PT-SP), embora a proposta caminhe no sentido defendido por ele, de autonomia das centrais, a aprovação da emenda de Augusto Carvalho quebra o acordo feito com o go-verno.

Sindical. Divisão de recursos.
O projeto prevê que, em decorrência do reconhecimento das centrais sindicais como órgãos de representação, elas participarão também da repartição dos recursos arrecadados com a contribuição sindical dos trabalhadores. O dinheiro sairá da chamada “conta especial emprego e salário”, administrada pelo Ministério do Trabalho e sustentada pela arrecadação do imposto sindical. Metade dos 20% da contribuição paga pelos trabalhadores e atribuídos atualmente a essa conta será destinada às centrais. Em relação à contribuição sindical de responsabilidade dos empregadores, não há mudanças. Se não houver sindicato, o montante de 60% da arrecadação da contribuição, tanto dos trabalhadores como dos empregadores, ficará com a federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional. Ainda dentro desta hipótese, as cotas das federações (15%) e confederações (5%) ficarão com a confederação.

Sindical. Senado amplia para 6 meses prazo de licença-maternidade.
A Comissão de Direitos Huma-nos do Senado aprovou, por unanimidade, o projeto que aumenta de quatro para seis meses o período da licença-maternidade. A iniciativa é facultativa, mas a empresa que aderir à proposta terá incentivos fiscais. O projeto tem caráter terminativo, ou seja, segue direto para a Câmara, sem passar pelo plenário do Senado.

Sindical. Grupo que estuda atualização da CLT começa atividades.
O grupo de estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) responsável por elaborar propostas para atualização do texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), começou a preparar seu cronograma de atividades na última quarta-feira (17/10), em Brasília. No primeiro momento, a equipe vai organizar sugestões de revogação de dispositivos que, embora ainda façam parte da legislação, já foram tacitamente revogados, tanto pela Constituição Federal de 1998 como por outras leis. Serão tratados apenas temas que não geram controvérsias entre patrões e trabalhadores. “A idéia é eliminar aquilo que está em desuso e que simplesmente não tem mais aplicabilidade no mundo atual, prejudicando o trabalhador”, explicou o ministro reafirmando que irá manter sua postura de defesa rígida dos direitos conquistados na CLT.

Sindical. Nova central sindical lançada em São Paulo.
A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), nova central sindical formada pela Corrente Sindical Classista (CSC), pelo Sindicalismo Socialista Brasileiro (SSB), tendências sindicais sob influência do PCdoB e PSB, respectivamente, foi lançada nesta semana em São Paulo. O ato de lançamento aconteceu na sede do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de SP e seus dirigentes anunciaram que 670 entidades já assinaram o manifesto de adesão à nova central, destacando que ela já é a principal força do movimento rural no Brasil.

Sindical. Trabalhador que ganha até R$ 1.200 terá isenção de CPMF.
O trabalhador com carteira assi-nada que ganha até R$ 1.140 por mês já tem isenção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e o projeto do governo federal está elevando este valor para R$ 1.200. Hoje, existem outras isenções de CPMF: benefícios da Previdência Social de até dez salários mínimos, saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), saques de abono salarial (PIS/Pasep) e seguro-desemprego. Além disso, estão isentos também as contas especiais com saldo não superior a R$ 1.000 (contas simplificadas).

Economia. Emprego: maior alta desde abril de 2005.
O nível de emprego na indústria subiu pelo segundo mês consecutivo em agosto, segundo o IBGE. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o emprego apresentou crescimento de 2,2% – a maior taxa desde abril de 2005 (3,2%). No ano, atinge alta de 1,6%, e no acumulado dos últimos 12 meses, 1,2%. No confronto com agosto do ano passado, o contingente de trabalhadores cresceu em 12 dos 18 segmentos e em nove dos 14 locais pesquisados. Setorialmente, os maiores impactos positivos, na média nacional, vieram de alimentos e bebidas (4,2%), meios de transporte (9,6%) e máquinas e equipamentos (8,8%). Nos oito primeiros meses do ano, 13 locais e 12 segmentos realizaram contratações. São Paulo (2,6%), Nordeste (1,7%) e Paraná (2,4%) representaram as contribuições positivas mais importantes, enquanto Rio Grande do Sul (-0,9%) exibiu a única taxa negativa.

Economia. Emprego formal cresce 0,87% no País.
BRASÍLIA – O Cadastro Geral de Empregados e De-sempregados, Caged, registrou em setembro a criação de 251.168 novos postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo mês do ano passado, foram criadas 176.735 novas vagas formais. Na comparação com o estoque, houve crescimento de 0,87% de empregos em setembro. De janeiro a setembro, foram criados 1.606.992 empregos formais. De janeiro a setembro de 2006, haviam sido criados 1.383.805 empregos. Segundo o Ministério do Trabalho, a marca registrada em setembro é o melhor resultado já registrado para meses de setembro da série do Caged, iniciada em 1992.

Economia. Real valoriza quase 100%.
Levantamento da consultoria Economática mostra que a moeda brasileira valorizou quase 100% perante o dólar nos últimos cinco anos. Em um rol de moedas latino-americanas, o Real lidera. A consultoria calculou uma valorização de 97,24% da taxa de câmbio brasileira entre os dias 31 de dezembro de 2002 e 12 de outubro deste ano. No mesmo período, os Pesos chileno e colombiano tiveram ganhos de 45,99%; o Sol peruano teve ganho de 18,06%, e o Peso argentino, de 6,61%.

Economia. Empresários do Nordeste e Norte querem Venezuela no Mercosul.
Políticos e dirigentes empresariais do Norte e Nordeste iniciaram uma ofensiva no Congresso para defender a inclusão da Venezuela no Mercosul. Em reação às críticas dos neoliberais, contrários à entrada da Venezuela no Mercosul, os empresários argumentam que é a melhor maneira de estender ao Norte e Nordeste benefícios comerciais assegurados pelo Mercosul a outras regiões do país. As federações de indústria de Pernambuco, Bahia, Pará, Alagoas, Acre e Roraima apóiam o movimento pró-entrada da Venezuela. A apreciação do acordo para ingresso da Venezuela no Mercosul foi paralisada no Congresso quando senadores da direita começaram a dar declarações contra Hugo Chávez.
Economia. União do Mercosul com África do Sul e Índia. Lula propôs na quarta-feira (18), durante visita à África do Sul, a criação de um acordo trilateral de livre comércio que inclua as nações do Mercosul, o país africano e a Índia. “Esse grupo criará a maior área de livre comércio do mundo” – defendeu Lula, afirmando que uma coordenação maior entre as economias emergentes da África, América Latina e Ásia é o caminho para dar mais voz aos países do Sul.

Sindical. Funcionários da GE tentam evitar demissão em massa.
O pesadelo da demissão em massa, anunciada pela General Eletric (GE), para o próximo ano, e que aflige centenas de trabalhadores da fábrica localizada em Maria das Graças, Zona Norte do Rio, foi tema de discussão durante audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Aproveitando a ocasião, funcionários da empresa denunciaram as péssimas condições de trabalho. De acordo com o secretário estadual de Trabalho e Renda, Alcebíades Sabino, o governo estadual poderá intervir em uma negociação, desde que sejam mantidos os empregos, respeitando-se os direitos de cada trabalhador.

Sociedade. 40 fraudadores na cadeia.
Um esquema de fraude na importação e distribuição de equipamentos de alta tecnologia para redes corporativas de internet e telecomunicações, operado por uma multinacional líder nesse segmento no mercado mundial (Cisco System), dos EUA, foi desarticulado pela Polícia Federal e Receita Federal. Segundo estimativa dos dois órgãos, nos últimos cinco anos a Cisco e outra multinacional, a Mude, comandaram um esquema que sonegou mais de R$ 1,5 bilhão em multas e tributos de importação que deveriam ter sido recolhidos aos cofres públicos. A operação resultou na prisão de 40 pessoas, entre elas o presidente da multinacional, Pedro Ripper, o ex-presidente Carlos Alberto Carnevalli, os dirigentes da Mude, Moacir Álvaro Sampaio e Hélio Pedreira, seis auditores da Receita Federal, executivos e funcionários das empresas. A Polícia Federal pediu também o apoio da polícia americana para localizar e prender outros cinco executivos das duas empresas, que trabalham nos Estados Unidos. Foram apreendidos nesses locais US$ 10 milhões em mercadorias nos endereços da Cisco e outros R$ 45 milhões de mercadorias junto à Mude – maior distribuidora dos produtos importados ilegalmente -, US$ 290 mil, R$ 240 mil em espécie e 18 automóveis de luxo.

Sociedade. Mulheres debatem a feminização da pobreza.
A Chamada Global para a Ação Contra a Po-breza chegou na quarta-feira (17) a Fortaleza, Ceará, para sua segunda parada em cidades latino-americanas para discutir a feminização da pobreza. Dentro das discussões para o combate a pobreza e a desigualdade social é fundamental fazer esse debate de gênero, pois 70% dos pobres do mundo e 65% dos analfabetos são mulheres. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em março deste ano, a feminização da pobreza ocorre em parte por que quase metade das mulheres