Prefeito de Capela ameaça cortar ponto dos professores

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O sindicato argumenta que o corte do ponto será prejudicial principalmente para os alunos, pois a legislação diz que 200 dias letivos sejam cumpridos. Além disso, o prefeito só pode cortar o ponto com ordem judicial. Na sessão realizada na Câmara de Vereadores de Capela, o prefeito Manoel Messias, conhecido como Sukita, ameaçou os professores que estão em greve por tempo indeterminado de cortar o ponto e de não fazer o repasse da contribuição sindicato ao SINTESE. O sindicato argumenta que o corte do ponto será prejudicial principalmente para os alunos, pois a legislação diz que 200 dias letivos sejam cumpridos. Além disso, o prefeito só pode cortar o ponto com ordem judicial.

A sessão era para aprovar o projeto de lei que regulamenta o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério – PCRM, só que a proposta enviada pelo poder executivo não foi a mesma negociada com os professores no dia 04 de outubro. Por parte da prefeitura estavam presentes a procuradora do município e a secretária de Educação, comissão de negociação do SINTESE e o presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores se reuniram e chegaram a um consenso sobre o plano, mas o prefeito Sukita quebrou o compromisso ao enviar proposta diferente ao legislativo. Com a pressão dos professores o plano não foi aprovado.

O SINTESE considerou a atitude do prefeito um ato de desestabilização do diálogo que tinha sido aberto anteriormente. A luta dos professores de Capela é fazer com que o município se enquadre a legislação nacional. A falta do PCRM pode inclusive prejudicar ainda mais a educação do município, pois os técnicos do Ministério da Educação visitaram o município e deram prazo até dezembro para que o plano seja aprovado. Mas os professores discordam da proposta do prefeito. Ele quer que o poder legislativo aprove um plano que não prevê direitos históricos dos professores como titulação, progressão por tempo de serviço, entre outros. “É inadmissível concordar com um plano que não prevê a compensação salarial dos educadores que se qualificam, buscam melhorar seu trabalho. Direitos como esses estão em planos de vários municípios não só sergipanos, mas de todo o país”, afirmou Lúcia Barroso, diretora do Departamento de Base Municipal do SINTESE.

Para o sindicato a atitude do prefeito em desqualificar a luta dos educadores traz prejuízos para toda a população de Capela. Os educadores estão lutando por uma legislação justa, melhores condições de trabalho. O prefeito argumenta que reformou as escolas, mas foi comprovado pelo SINTESE que muitas delas só receberam pintura na parte externa, por dentro continuam com os mesmos problemas. “Só quem trabalha e estuda nas escolas da rede municipal sabe quais os problemas que elas enfrentam. A pintura externa das escolas cria uma impressão na comunidade de que está tudo bem, mas não está”, explicou a diretora.