Trabalhadores em Educação Uni-vos!

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Utilizamos essa assertiva próxima da marxiana expressada no Manifesto Comunista para alertar do andamento, em nível nacional, da implementação de políticas públicas na área de educação que visam à homogeneização do currículo, o controle externo da atividade do professor, a responsabilização do professorado no que tange ao fracasso escolar, desresponsabilizando os sistemas e governos, pondo a escola pública como algo reprovável e ineficiente. Utilizamos essa assertiva próxima da marxiana expressada no Manifesto Comunista para alertar do andamento, em nível nacional, da implementação de políticas públicas na área de educação que visam à homogeneização do currículo, o controle externo da atividade do professor, a responsabilização do professorado no que tange ao fracasso escolar, desresponsabilizando os sistemas e governos, pondo a escola pública como algo reprovável e ineficiente.

Obviamente esse rótulo e essa prática são conspiratórios. Há nesse momento, uma construção cada vez mais intensa, de uma campanha complicada e decisiva para destruir a resistência presente nas escolas públicas frente à ideologia neoliberal vigente em nosso país, via principalmente o MEC, visto que, Fernando Hadad fez uma opção por fazer aliança com a iniciativa privada para dar o norte à política do MEC no país.

Infelizmente, a SEED fez uma clara opção, talvez por desconhecimento da dimensão e pela convergência de pensamento com aqueles que capitaneavam essa pasta no antigo governo, até porque, no staf central, as mudanças foram mínimas, de manter os pacotes educacionais que retiram do professor a autonomia, tornando-o monitor e perdendo a condição de ser agente, juntamente com o aluno, do processo de ensino-aprendizagem, impedindo a promoção das mudanças necessárias no tecido social.

Nesse sentido, é imperativo reafirmar a base ideológica da nossa práxis. E essa base é calcada na construção teórica de Paulo Freire, o educador, por excelência, da resistência. Mais que a inspiração, Paulo Freire representa o norte para a construção da política sindical sintesiana e do professorado da rede pública. Utilizar Paulo Freire como lastro teórico para a nossa prática implica afirmar a autonomia da ação pedagógica do professor e resistir a qualquer forma de cerceamento da liberdade de nosso ato pedagógico, independente de sua origem e natureza. Portanto companheiros, nossa VIII Conferência tem o mérito de solidificar as nossas bases e de construir, entre nós, a resistência , única forma de fazermos frente a esse movimento que nos remete a fragilização e descaracterização.

VIVA PAULO FREIRE! VIVA A RESISTÊNCIA! VIVA AO PROFESSORADO.

Neilton Diniz Silva.

Depto. de Assuntos Educacionais.