Itabaianinha vive caos na educação

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O SINTESE denuncia que a rede municipal da cidade de Itabaianinha vive um caos: professores não têm reajuste salarial, escolas com salas superlotadas e sem a mínima estrutura de funcionamento. O SINTESE denuncia que a rede municipal da cidade de Itabaianinha vive um caos: professores não têm reajuste salarial, escolas com salas superlotadas e sem a mínima estrutura de funcionamento. Além disso, falta transparência no gasto dos recursos vinculado a educação. Outro grave problema no município diz respeito a prática do nepotismo. Em Itabaianinha a esposa, cunhadas, irmã, sobrinhos e outros parentes do prefeito ou trabalham nas secretarias em cargos comissionados ou são beneficiados como prestadores de serviço.

No povoado Fundão a única sala de aula da escola funciona no depósito de um bar e não há banheiro. Obrigando os alunos a utilizarem o banheiro do estabelecimento. Várias escolas estão com problemas de saneamento básico com esgotos a céu aberto. Falta material didático e até filtros e copos, os alunos são obrigados a dividirem o mesmo copo e beberem água em uma panela. “Já apelamos aos vereadores para que eles ajudem a melhorar a educação do município, mas não obtivemos resposta”, disse a delegada sindical Joilma Silveira Nascimento.

Salas onde só cabem 10 alunos funcionam com 25 a 30 estudantes. No povoado Vermelho a escola não tem grades de segurança e por se situar numa ribanceira coloca a vida dos alunos em risco. As escolas mais distantes da sede do município sofrem com a carência de merenda escolar, apesar de o município receber, todos os meses, recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAC. O sindicato e o Conselho Tutelar já fizeram denúncias ao Ministério Público, mas até agora nada foi resolvido. O SINTESE apela ao MP que cumpra o seu papel constitucional e busque uma solução para estes graves problemas.

Desperdício?

Há também um flagrante desperdício dos recursos públicos. Recentemente foram gastos R$1,7 milhões para a construção do mercado municipal, mas até agora o prédio não funciona. Os moradores do povoado Jardim se quiserem atendimento médico têm que sair do povoado, apesar de um posto de saúde ter sido construído, mas também está sem funcionar.

Onde está o dinheiro?

O SINTESE questiona desde 2004 onde está a sobra dos recursos do Fundef. No ano de 2004 quando foi aprovado o Plano de Carreira e Remuneração do Magistério o município recebia do então Fundef algo em trono de R$6,7 milhões de reais. Em 2005 esse valor saltou para R$8,1 milhões sem que houvesse aumento no número de professores nem reajuste salarial. Em 2006 o repasse chegou a casa dos R$9, 5 milhões e os professores continuam sem reajuste salarial.

Somente em 2007 houve um aumento no número de professores, devido a concurso público, mas o número não é suficiente, nem mesmo o pagamento da progressão vertical e horizontal justifica o gasto de todo o recurso do então Fundef. A lei que regulamentou o antigo fundo dizia que ao haver sobra de dinheiro este deveria ser repassado aos professores em forma de abono, mas não há notícia sobre o que foi feito com esse recurso.