Professores de Pedrinhas paralisam as aulas

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A interrupção das atividades foi a forma que os professores encontraram para pressionar o prefeito Kleber Fonseca a se reunir com a categoria e negociar a pauta de reivindicação. Nesta sexta, dia 09, os professores da rede municipal de Pedrinhas fazem uma paralisação de advertência. A interrupção das atividades foi a forma que os professores encontraram para pressionar o prefeito Kleber Fonseca a se reunir com a categoria e negociar a pauta de reivindicação.

Um dos maiores problemas enfrentados pelos educadores no município é o atraso no pagamento. Apesar da prefeitura receber os recursos sempre na mesma época do mês o salário dos professores sempre é pago após o quinto dia útil. Além disso, o prefeito não cumpriu o que foi negociado com os professores de pagar o retroativo do reajuste salarial no mês de agosto. “A nossa data base é em maio, então conseguimos negociar com o prefeito que pagasse o retroativo, mas até agora ele não cumpriu com o acordo”, disse a delegada sindical, professora Valmira.

A situação das escolas também deixa a desejar, exemplo disso é a Escola Tomás Alves de Andrade, no povoado Mutumbo. A estrutura física é péssima, não oferecendo condições de segurança para alunos, professores e funcionários. A escola já foi uma das maiores do município, mas devido aos problemas, tem perdido alunos.

Os conselhos fiscalizadores (Fundeb e Alimentação Escolar) também não têm funcionado do modo constante porque a prefeitura não fornece a documentação aos conselheiros desde fevereiro deste ano. Outra grave ação do prefeito é não fazer o repasse das consignações sindicais dos professores filiados ao SINTESE e dos servidores filiados a Central Única dos Trabalhadores – CUT/SE. A consignação é prevista em lei federal e nenhuma prefeitura pode se recusar a repassá-la, pois é o dinheiro do trabalhador.