Professores de Socorro paralisam as aulas dia 27

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Os educadores de Nossa Senhora do Socorro paralisam as atividades na próxima terça-feira, dia 27. Os educadores de Nossa Senhora do Socorro paralisam as atividades na próxima terça-feira, dia 27. Eles reivindicam que a prefeitura conceda os vales transporte, retorno da ajuda de graduação, gestão democrática nas escolas, regularidade na distribuição da merenda escolar, cumprimento do Plano de Careira e Remuneração, implantação da disciplina História da África no currículo e convocação dos professores de Educação Física para as escolas de 1ª a 4ª série.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) exige que os professores tenham formação em curso superior. Antes da administração José Franco a prefeitura tinha uma ajuda de custo a estes professores, mas desde então esse benefício foi cortado. Com isso há educadores comprometendo 50% dos seus salários com as parcelas da faculdade. “Essa ajuda de custo não é somente um benefício para os professores, mas para a Educação do nosso município, é preciso que a prefeitura tenha sensibilidade e compreenda a questão”, disse um dos diretores executivos do SINTESE e professor da rede, Erineto Santos.

De acordo com o Plano de Carreira os professores têm direito a receber gratificação por titulação, mas em Nossa Senhora do Socorro isso não é cumprido. Quem trabalha nas escolas fora da sede do município deveria receber gratificação por difícil acesso, mas a prefeitura de Socorro não cumpre o que rege o plano. O vale transporte é um direito dos trabalhadores tanto do serviço público, quanto privado, mas esse é outro direito desrespeitado.

Além disso, a merenda escolar não está sendo distribuída regularmente nas escolas. O sindicato recebeu denúncias de que alguns estabelecimentos de ensino só contam com suco e achocolatado no cardápio. E em outra a situação ainda foi pior, elas ficaram sem nenhum item para oferecer como merenda.

Perseguição

Os professores de Socorro denunciam também que estão sendo perseguidos pelos diretores das escolas. Segundo Erineto ele tem recebido denúncias de que alguns dirigentes de escolas têm ameaçado os professores e agem como “patrões”. “Repudiamos esta atitude dos diretores. A solução para isto é a implantação da gestão democrática nas escolas”, completou Erineto.