Para DIEESE reduzir jornada de trabalho é gerar empregos de qualidade

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O atual nível de desemprego e, sobretudo, seu caráter estrutural observado em diversos países têm levado à discussão sobre a redução da jornada de trabalho (RJT), sem redução de salários, como um dos meios para preservar e criar empregos de qualidade. O atual nível de desemprego e, sobretudo, seu caráter estrutural observado em diversos países têm levado à discussão sobre a redução da jornada de trabalho (RJT), sem redução de salários, como um dos meios para preservar e criar empregos de qualidade. No Brasil não é diferente. O desemprego atingiu níveis altos e, paradoxalmente, enquanto muitas pessoas estão desempregadas outras trabalham longas jornadas.

Leia o estudo do DIEESE Com a intenção de intervir nessa situação, as centrais sindicais brasileiras decidiram, em 2001, unificar ações por meio de uma Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho, tendo como objetivos a criação de empregos de qualidade e a distribuição de renda. Em 2007, as centrais sindicais, reafirmando a unidade construída ao longo das lutas nesses últimos anos, em especial nas três Marchas do Salário Mínimo (2004 a 2006) e na Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho, priorizam, na IV MARCHA DOS TRABALHADORES, três eixos fundamentais da Agenda dos Trabalhadores:

• Redução da Jornada de Trabalho
• Mais e Melhores Empregos
• Fortalecimento da Seguridade Social e das Políticas Públicas

O DIEESE elaborou esta nota técnica com o objetivo de apresentar alguns pontos para a discussão do primeiro eixo – Redução da Jornada de Trabalho. Este texto foca os seguintes temas: qualidade de vida, emprego, desemprego, tempo dedicado ao trabalho, remuneração do trabalho, hora extra, flexibilização da jornada, história da luta sindical sobre o tempo de trabalho, produtividade e competitividade.