Professores de Itabaianinha paralisam as aulas dia 30

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Eles reivindicam melhores condições de trabalho, salário digno, transparência no gastos dos recursos da Educação. Na próxima sexta-feira, dia 30, os professores da rede municipal de Itabaianinha paralisam as aulas e realizam um café da manhã em frente a prefeitura. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, salário digno, transparência no gastos dos recursos da Educação.

Direitos como: licença-prêmio, redução de carga horária por tempo de serviço, qüinqüênio estão sendo desrespeitados. Com relação a gratificação por cada cinco anos de serviço a prefeitura argumenta que só em 2009 os professores terão esse direito, pois é o prazo em que eles completam cinco anos na rede.

Os professores da rede municipal eram regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, mas em 2004 passaram a ser estatutários. Mas apesar disto o tempo anterior de trabalho também deve ser contado para a concessão dos direitos, mas a prefeitura está deliberadamente desconsiderando a questão.

As condições estruturais das escolas municipais deixam a desejar. Exemplo disso é a Creche Municipal que funciona ao lado de uma quadra de esportes. O terreno ao lado é também usado como sanitário e o cheiro é insuportável. A falta d’ água na escola também é constante. Quando o SINTESE esteve na escola um trator levava água para o estabelecimento de ensino, mas qual era a procedência, ninguém soube informar com precisão.

Na escola do povoado Mutirão o esgoto está aberto no meio do pátio. Não há filtros ou bebedouros e alunos, professores e funcionários bebem água que é armazenada em um cuscuzeiro. Em outra escola, no povoado Bagaço Grosso, a diretora colocou a filha adolescente para “tomar conta” da escola. A jovem atormenta professores e alunos. Há também deficiência na distribuição da merenda escolar. Em boa parte delas o cardápio se resume a biscoito com leite.

O Conselho Municipal do Fundeb ainda não está funcionando porque o prefeito não assinou o decreto de nomeação dos conselheiros. Isto está dificultando a atuação dos representantes do magistério, pois os documentos (extratos bancários, etc) só podem ser fornecidos aos conselhos nomeados.