SINTESE denuncia precariedade nas escolas em Poço Redondo

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No relatório enviado ao MEC o sindicato anexou fotografias que demonstram as péssimas condições de trabalho os professores e servidores e o descaso dos gestores com a preservação do patrimônio público. No final de novembro o SINTESE enviou denúncia o Ministério da Educação sobre as condições precárias das escolas da rede municipal de Poço Redondo, principalmente as da zona rural. No relatório enviado ao MEC o sindicato anexou fotografias que demonstram as péssimas condições de trabalho os professores e servidores e o descaso dos gestores com a preservação do patrimônio público. “Esperamos que providência rápidas e urgentes sejam tomadas, é inadmissível a situação continuar como está”, disse uma da diretoras do Departamento de Base Municipal, Lúcia Barroso.

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Confira o Relatório Fotográfico das Escolas Municipais de Poço Redondo

Alimentos são armazenados em espaços improvisados, estocados junto com material de limpeza. As cozinhas são muito pequenas, sem pintura, poucas são azulejadas, fogões enferrujados ou quebrados, sendo inclusive registrados inúmeros casos de vazamento de gás. Como faltam armários, os utensílios da cozinha são guardados em velhas estantes de ferro, apoiadas sobre o braço de carteiras escolares. A água que é servida aos alunos não é filtrada. Os professores levam água de suas residências para uso próprio. Em algumas escolas existem filtros, porém inexistem as velas para filtrar a água.

As instalações hidráulicas são precárias e na parte elétrica existe apenas a fiação com o bico de luz; as salas de aulas são escuras e sem ventilação; em muitas unidades de ensino não existe canalização do esgoto e em algumas as fossas estão estouradas. Algumas não possuem energia, mesmo existindo a rede elétrica na localidade.

Estudantes de Poço Verde sem transporte escolar

Desde a última sexta-feira, dia 30, que os estudantes de Poço Verde que dependem do transporte escolar não vão à escola. O motivo é porque os donos dos ônibus paralisaram as atividades porque há três meses a prefeitura não efetua o pagamento.

De acordo com informações dos professores essa já é a quarta vez que o transporte escolar é paralisado. A prefeitura não dá explicações convincentes sobre qual o motivo do atraso dos pagamentos, pois o município recebeu do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar – PNATE R$57.748,40.

Em audiência no Ministério Público representantes do SINTESE informaram o problema e o promotor disse que ia buscar informações.