SINTESE participa de missa de solidariedade a Dom Cappio

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O bispo completa nesta quarta o vigésimo terceiro dia de greve de fome com o objetivo de paralisar as obras já iniciadas da Transposição ao Rio São Francisco. O SINTESE, a Central Única dos Trabalhadores – CUT/SE, sindicatos, os movimentos sociais e a igreja católica participam nesta quarta-feira às 16h30 na Catedral Metropolitana de Aracaju de uma missa em solidariedade a Dom Cappio e contra a transposição do Rio São Francisco. O bispo completa nesta quarta o vigésimo terceiro dia de greve de fome com o objetivo de paralisar as obras já iniciadas da Transposição ao Rio São Francisco.

A missa faz parte de um dos atos que os movimentos sindical e social sergipanos estão fazendo para que as obras na área do rio sejam suspensas. “O SINTESE também está preocupado com questão do Rio São Francisco, o sindicato é totalmente contrário ao modo como o Governo Federal está encaminhando o processo, sem ouvir as comunidades da região. E estamos solidários com o bispo Dom Cappio”, disse o diretor de Comunicação do sindicato, Roberto Silva Santos. No último dia 10, sindicatos, Movimento Sem Terra e demais movimentos sociais fizeram um protesto e fecharam a ponte que liga Sergipe e Alagoas.

Para a Central Única dos Trabalhadores em Sergipe toda a iniciativa neste momento é válida no sentido de buscar a sensibilidade do presidente Lula. “Exigimos a suspensão das obras e a abertura de um diálogo amplo com a sociedade para buscar soluções para a bacia do São Francisco e do Semi-Árido Setentrional”, afirmou o presidente da CUT, Antônio Carlos Góis.

Padre Isaías da paróquia da cidade de Brejo Grande e intenso participante dos movimentos sociais tem percorrido algumas cidades sergipanas em busca de apoio para a causa. Estamos buscando apoio e esperamos que a população sergipana se mobilize ainda mais e que os gestores públicos envolvidos se pronunciem mais efetivamente. Para Isaías os povos da Bacia do São Francisco estão sem perspectiva de futuro diante da ganância das empresas que estão ávidas pelo dinheiro público em detrimento do bem estar das pessoas da região. “Dom Cappio está assumindo sobre si nossas causas e o mínimo que podemos fazer é contemplá-lo e ajudá-lo em sua luta”, completou o padre.

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