Professores dão 3,4 ao governo Marcelo Déda na Educação

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“A nota do governo refletiu o pensamento dos professores Os educadores demonstraram que as mudanças tão propagandeadas durante a campanha eleitoral ainda não aconteceram na rede estadual. Mas, ainda há possibilidade de recuperação. Essa é a expectativa dos professores para 2008”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida. Nota 3,4. Esse foi o resultado da Prova Final dos professores da rede estadual de Sergipe sobre a política educacional do primeiro ano do governo Marcelo Déda. Na nota do Governo do Estado e das 72 redes municipais filiadas ao SINTESE foram divulgadas em ato público no Calçadão da João Pessoa nesta quinta, 26. “A nota do governo refletiu o pensamento dos professores Os educadores demonstraram que as mudanças tão propagandeadas durante a campanha eleitoral ainda não aconteceram na rede estadual. Mas, ainda há possibilidade de recuperação. Essa é a expectativa dos professores para 2008”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Durante 10 dias um número superior a cinco mil professores responderam a questões sobre: gestão das secretarias de Educação e das escolas; remuneração dos trabalhadores em educação; condição de trabalho nas escolas; transporte dos professores; material didático; equipamento e estrutura física das escolas; respeito aos direitos dos trabalhadores da Educação; democracia nas escolas e formação permanente e continuada dos professores.

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Nota do Governo Déda na avaliação
Nota dos Prefeitos na avaliação
Quais os critérios avaliados?

A irreverência também esteve presente no ato do SINTESE. Dois palhaços, um com perna de pau representava a receita do estado que subiu 77,31% no período de cinco anos e um de tamanho menor representou o reajuste salarial que os professores tiveram em 2007 que ficou em 2,96%. Educadores vestidos de gatos, irmãos metralha e mamães Noel fizeram brincadeiras com os transeuntes onde eles retiravam frases da árvore de Natal e falavam dos problemas da Educação sergipana e ganhavam brindes.

Rede estadual

Na rede estadual foi preciso muita luta e pressão dos professores para que saíssem o retorno da progressão vertical e as discussões sobre gestão democrática e gratificação por interiorização. Uma conquista dos professores que, a princípio, beneficiou todos os servidores públicos estaduais foi instalação da mesa de negociação permanente.

O SINTESE não foi convidado a participar da comissão que está confeccionando o projeto de lei da Gestão Democrática e não foram ouvidos sobre a gratificação de produção científica, técnica e cultural. O mais grave é que a SEED implantou um prêmio para gratificar os educadores, passando por cima, deliberadamente da Lei Complementar 61/2001 que regulamenta a referida gratificação. “Essa postura da SEED traz receio para os professores, pois desconsidera todos os debates e estudos realizados pela categoria durante o últimos quinze anos”, aponta o vice-presidente, Carlos Sérgio Lobão.

Municípios

As notas atribuídas às políticas educacionais adotadas pelas prefeituras refletiram que os educadores que trabalham nos municípios estão insatisfeitos com as posturas dos prefeitos em relação a educação. Somente cinco cidades tiveram nota acima de 5,0: Brejo Grande (5,6), Riachão do Dantas (6,8), Riachuelo (5,1), Santana do São Francisco (5,6) e Telha (6,9). As piores notas ficaram com Capela e Gararu (0.6) e Salgado com (0,8). Nestes três municípios os professores enfrentam total desorganização da política educacional, perseguições e têm seus direitos deliberadamente negados. “Mesmos nos município que ficaram com média acima de 5,0 há problemas e os professores nesta avaliação dos detectaram e estão mostrando a sociedade”, disse uma das diretoras do Departamento de Base Municipal, Lúcia Barroso.

Carne da Merenda

O sindicato lembrou também que há exatos 365 dias foi denunciado o sumiço de 123 toneladas de carne que deveriam ser destinadas a merenda escolar. Foi no mesmo ato do ano passado que os educadores que representam o magistério estadual no Conselho de Alimentação Escolar fizeram a denúncia de que quase R$1 milhão foram gastos numa carne que nunca chegou as escolas. “O Ministério Público Federal apresentou nos últimos dias que solicitou uma ação contra seis pessoas, mas esta atitude foi fruto da pressão do SINTESE, apoiado pela Central Única dos Trabalhadores e dos diversos movimentos sociais. É preciso que haja mais investigação, pois o número de pessoas que serão processadas ainda é pouco para o montante de dinheiro público que foi gasto”, apontou o vice-presidente do SINTESE, Carlos Sérgio Lobão.

Sociedade civil

O ato público do SINTESE também contou com a participação de movimentos da sociedade civil organizada como os Sindicato dos Médicos, Sindicato dos Jornalistas, Federação Sergipana dos Servidores Municipais e da Central Única dos Trabalhadores. O presidente da CUT/SE Antônio Carlos Góis, relembrou a luta dos professores durante o ano e que foi a luta e a resistência do magistério que no mês de maio o governo aceitou a proposta da categoria em criar a Mesa Permanente de Negociação que beneficiou todos os servidores públicos estaduais.