Escolas Municipais de Capela estão caindo aos pedaços

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A maioria das escolas da rede municipal de ensino de Capela (SE), particularmente as da zona rural, está funcionando em condições precárias. O SINTESE registrou, através de fotos, o flagrante da triste realidade dos professores e servidores técnicos-administrativos, submetidos, nesse pobre município sergipano, a deploráveis condições de trabalho, e de caóticos “depósitos escolares de alunos” que inviabilizam qualquer perspectiva de sucesso no processo de ensino-aprendizagem.

Nas escolas municipais os alimentos são armazenados em espaços improvisados, inapropriados alimentos, que são estocados junto com material de limpeza. As cozinhas são muito pequenas, sem pintura, apenas umas poucas são azulejadas, os fogões enferrujados ou quebrados, sendo inclusive registrados inúmeros casos de vazamento de gás. Como faltam armários, os utensílios da cozinha são guardados em velhas estantes de ferro, apoiadas sobre o braço de carteiras escolares.

A água que é servida aos alunos não é filtrada. Os professores levam água de suas residências para uso próprio. Em algumas escolas existem filtros, porém inexistem as velas para filtrar a água.

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Confira o Relatório Fotográfico das Escolas Municipais de Capela

Nas escolas da zona rural as instalações hidráulicas são precárias e na parte elétrica existe apenas a fiação com o bico de luz; as salas de aulas são escuras e sem ventilação; em muitas unidades de ensino não existe canalização do esgoto e em algumas as fossas estão estouradas.

O Poder Público não pode continuar tratando com indiferenças o perverso retrato da obscura realidade educacional do município de Capela. Certamente, os gestores e autoridades públicas que, diante da amostra das fotos em anexo, decidirem inspecionar os estabelecimento escolares da referida rede pública compreenderão porque o IDEB – Índice de desenvolvimento da Educação Básica desse município é de 2,7 para as séries iniciais do ensino fundamental e 2,2 para os anos finais do ensino fundamental. Continuar impondo a educadores e estudantes esse tipo de escolas é oficializar a negação do direito à educação, consagrado na Constituição Brasileira.