SINTESE participa de bloco Siri na Lata no Carnaval da Resistência da CUT

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Pelo terceiro ano consecutivo o SINTESE vem para as ruas de Aracaju no primeiro dia de festa carnavalesca para mostrar a sociedade a sua indignação de forma alegre e irreverente. Professores da capital e do interior se juntaram as mais diversas categorias de trabalhadores e participaram do bloco “Siri na Lata” promovido pela CUT/SE para o Carnaval da Resistência 2008. Pelo terceiro ano consecutivo o SINTESE vem para as ruas de Aracaju no primeiro dia de festa carnavalesca para mostrar a sociedade a sua indignação de forma alegre e irreverente. “O primeiro ano a participação foi pequena, mas desde então temos percebido que a proporção de trabalhadores que participa do evento tem aumentado. Os sindicalistas sergipanos vêm as ruas e aproveitam a alegria do carnaval para também fazer o seu protesto.”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Mais de 1.200 educadores e estudantes participaram da discussão

A indignação irreverente mostrada pelos trabalhadores foi em relação a virada de mesa do governo em relação a mesa de permanente de negociação, a questão do sumiço da carne da merenda em 2006, a falta de apuração da operação navalha, o fechamento da Santista Têxtil e a conseqüente demissão de 600 trabalhadores, as fundações públicas de direito privado, a reforma agrária, o fim do fator previdenciário e o desacordo com a transposição do Rio São Francisco e construção da usina nuclear em Sergipe.

De acordo com os trabalhadores o Governo do Estado fez uma “virada de mesa” em cima dos trabalhadores. De acordo com a CUT/SE o governo estadual não tem dado a devida importância ao fórum de discussão, projetos que envolviam os trabalhadores foram enviados para Assembléia Legislativa sem o devido debate que deveria ter acontecido na mesa de negociação. “O Governo do Estado tem tratado a Mesa Permanente de Negociação como um instrumento de engodo para os trabalhadores, pois temas importantes, que influem diretamente na vida dos servidores públicos não são debatidos”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe, Antônio Carlos Góis.

Cadê a carne?

Um ano já se passou e até agora ainda não se sabe qual destino de 123 toneladas de carne bovina que foram pagas e nunca chegaram às escolas da rede estadual. Várias pessoas já foram indiciadas, mas ninguém foi punido e o dinheiro gasto não retornou aos cofres públicos. Os professores protestaram também contra as péssimas condições de trabalho em várias cidades sergipanas e a falta de diálogo dos prefeitos com a categoria. Um dos exemplos foi da cidade de Estância onde os professores enfrentam um processo grave de criminalização, com salários cortados pela metade e o prefeito Ivan Leite ainda apresenta proposta de plano de carreira que retira direitos históricos conquistados pela categoria, como redução de regência de classe, extinção do Estatuto do Magistério entre outros.

Representação

Após o cortejo pelas ruas do centro de Aracaju, os sindicalistas protocoloram no Ministério Público uma representação contra a lei aprovada, às pressas, pelo Governo do Estado que instituem as fundações públicas de direito privado. Na visão da central essa lei traz graves prejuízos: precarização do trabalho – traduzida na perda da estabilidade do emprego e vai de encontro a luta pela consolidação do SUS com a implementação de uma carreira única; criação de uma verdadeira máquina eleitoral, para atuar nos diversos municípios; criação de Conselhos de Administração próprios, ocasionando maiores gastos com jetons.