Professores ocupam galerias da AL e apresentam reivindicações para 2008

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A presença dos professores no início dos trabalhos legislativos de cada ano já se tornou uma tradição e o documento entregue aos deputados este ano trata de buscar ajuda na cobrança das reivindicações que, apesar de prometidas, não foram cumpridas e também para começar as discussões sobre a campanha salarial 2008. Os educadores da rede estadual ocuparam as galerias da Assembléia Legislativa na manhã da última quarta-feira, o objetivo foi entregar aos deputados estaduais documento contendo reivindicações para 2008, mas também pontos que o governo prometeu e não cumpriu em 2007. “Os professores entendem que, como sendo um espaço democrático, a Assembléia Legislativa é o local ideal para a categoria discuta sobre suas reivindicações”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

A presença dos professores no início dos trabalhos legislativos de cada ano já se tornou uma tradição e o documento entregue aos deputados este ano trata de buscar ajuda na cobrança das reivindicações que, apesar de prometidas, não foram cumpridas e também para começar as discussões sobre a campanha salarial 2008. Nos pontos destacados pelos professores estão: Gestão democrática, continuidade do PROID, elaboração do Plano Estadual de Educação, regulamentação e efetivação de direitos previstos no Plano de Carreira (gratificações por interiorização e merecimento), políticas educacionais eficazes para aumentar matrícula, reduzir os índices de evasão/repetência, enfrentar a subescolaridade, entre outros.

Ainda no documento o SINTESE apresenta aos deputados sua análise de como a educação pública da rede estadual está atualmente. Para o sindicato o cenário da educação da rede estadual sergipana é desanimador. O abandono e o sucateamento a que as escolas estão submetidas é cada dia mais gritante. A continuidade de programas como “Se liga”, “Acelera”, “Alfa e Beto” que já se comprovou que formam analfabetos funcionais e não resolve o problema da distorção idade-série e sim mascara as estatísticas.

O desordenamento da rede de ensino, onde praticamente metade dos professores está fora da sala de aula. Todos estes problemas se refletem na queda das matrículas da rede estadual que a cada dia se acentua. Um dos exemplos é a baixa procura nos ditos “Centros de Excelência” que é outra política fracassada e que deve ser revista. Isso sem contar os baixos salários dos educadores. A situação salarial da rede estadual de ensino se deteriora ano a ano.