Laboratório de informática não funciona a contento em escola de Poço Verde

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A sala, dotada de dez computadores com acesso à Internet, poderia auxiliar os estudantes na busca de conhecimentos e na elaboração de trabalhos. Alunos da Escola Estadual Epiphâneo Dórea, localizada no município de Poço Verde, estão revoltados com o fechamento do laboratório de informática no turno vespertino em virtude da falta de professores.

A sala, dotada de dez computadores com acesso à Internet, poderia auxiliar os estudantes na busca de conhecimentos e na elaboração de trabalhos. Mas, só está funcionando no período da tarde. A diretoria do SINTESE na região Centro-sul está pedindo as devidas providências para que os alunos não continuem sendo prejudicados.

A maior reclamação é dos que estudam no turno da tarde. Nesse período, o laboratório funciona, mas eles não podem ter acesso, pois estão em horário de aulas. Com isso, as pesquisas somente poderão ser feitas no turno contrário, só que não conseguem devido à sala estar fechada por não ter professor para orientar os estudantes. Eles temem que os equipamentos comecem a ser danificados por falta de uso.

O diretor do SINTESE na região Centro-sul, Paulo Roberto Caduda, informou que na escola, tem uma professora que já foi capacitada pela Diretoria de Ensino- DR, no município de Lagarto, estando qualificada a desenvolver suas atividades no laboratório de informática. Mas até agora a DR não utilizou os serviços da profissional e o problema vem se agravando. “Como o estado possui vários contratos, a situação não é difícil de ser solucionada para que os alunos voltem a utilizar os computadores em todos os turnos de funcionamento da escola”, entende Caduda.

Piorando a situação, os cerca de 500 alunos do ensino fundamental da Escola Epiphâneo Dórea, estão sem direção. Isso porque a diretora entregou o cargo e está trabalhando justamente no laboratório de informática, mas em apenas um turno.

Entre as várias denúncias recebidas pelo diretor do SINTESE na região Centro-Sul, estão as de que servidores desse estabelecimento de ensino estão batendo o ponto e mandando familiares exercer as atividades. “É o caso do vigilante. Ele comparece à escola, assina o livro de ponto, mas quem trabalha pra ele é o pai”, lamenta.