SINTESE pode filiar os trabalhadores em educação

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Debates em torno do assunto serão realizados durante a realização do XII Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação, marcado para o período de 05 a 08 de novembro de 2008 no Iate Clube de Aracaju. Os servidores da Secretaria de Estado da Educação, podem voltar a se filiar ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe – SINTESE, caso haja uma alteração no estatuto da entidade.

Debates em torno do assunto serão realizados durante a realização do XII Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação, marcado para o período de 05 a 08 de novembro de 2008 no Iate Clube de Aracaju.

De acordo com o presidente do SINTESE, Joel Almeida, até lá, representantes do sindicato vão conversar com os integrantes do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe(Sintrase), que atualmente representa os servidores administrativos para tentar chegar a um acordo. “Se não houver acordo, deixaremos que a base decida onde quer ficar”, ressalta Joel Almeida.

Ele explicou que desde 1988, após a promulgação da Constituição, o SINTESE se transformava em sindicato e já nascia amplo: Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Oficial de Sergipe. Ou seja, não era somente sindicato dos professores, mas de todos os trabalhadores do ramo da educação pública. Com isso, o SINTESE pôde filiar merendeiras, vigilantes, serventes, auxiliares e oficiais administrativos.

Em 1998, o então secretário de educação do Governo Albano Franco, Luis Antonio Barreto, em uma greve da categoria, solicitou ao Judiciário que o SINTESE fosse declarado ilegal, pois em seu estatuto admitia a filiação de funcionários de escola. Luis Antonio alegava, segundo Joel, que como professor tinha estatuto próprio, o sindicato não podia representar outros trabalhadores. Como no Governo Lula, tem havido constantes alterações na legislação sindical, hoje o cenário é favorável para o retorno desses trabalhadores ao SINTESE, único sindicato de trabalhadores em educação do país, que não filia os funcionários de escola.

“Somos constantemente cobrados por isso, nacionalmente, pelos próprios funcionários de escola que já fizeram um encontro nacional aqui em Sergipe com esse intuito. Toda a representação política dos funcionários de escola passa pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação- CNTE, entidade da qual sou dirigente”, informa Joel.

O presidente do SINTESE disse ainda que os representantes do sindicato também são cobrados pelos funcionários de escolas de Sergipe. “À cada momento que chegamos nas escolas para conversar com os professores, os servidores se sentem excluídos, estando no mesmo espaço de trabalho. Mas, para que os funcionários voltem a se filiar ao SINTESE, é necessário que haja alteração no estatuto do SINTESE. E isso pode acontecer em novembro, por ocasião do Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação” ressalta Joel Almeida.