Professores discutem Gestão Democrática e PSPN durante assembléia

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Na ocasião, o presidente do SINTESE, Joel Almeida deu alguns informes, a exemplo do Proid, fez um resgate da campanha salarial ainda sem definição e deliberou alguns pontos de partida para a questão do PSPN, inclusive para a paralisação nacional marcada para o próximo dia 16 de setembro. Reunidos em assembléia nesta quarta-feira no Cotinguiba Esporte Clube, os professores da rede oficial do Estado de Sergipe, discutiram entre outros pontos, a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público na Rede Estadual e o Projeto de Lei que dispõe sobre a regulamentação da Gestão Democrática. Na ocasião, o presidente do SINTESE, Joel Almeida deu alguns informes, a exemplo do Proid, fez um resgate da campanha salarial ainda sem definição e deliberou alguns pontos de partida para a questão do PSPN, inclusive para a paralisação nacional marcada para o próximo dia 16 de setembro. Quanto à questão da implantação da Gestão Democrática nas Escolas, a direção do SINTESE foi chamada pela Secretaria de Estado da Educação no final de maio e em junho para debater a regulamentação da escolha direta dos diretores, coordenadores e secretários. A proposta da SEED é de que antes do processo eleitoral, haja uma avaliação dos professores, sendo que para serem aprovados, os candidatos não podem obter média menor do que 7,0. E ainda, não abre mão de um mandato de três anos. Até agora não houve consenso entre os representantes do SINTESE e da SEED, justamente neste ponto da avaliação dos profissionais do magistério. “O sindicato defende que ao invés da prova de conhecimentos, que o Estado promova um curso com 80h, abrangendo quatro temas: currículo, gestão democrática, organização pedagógica e avaliação. E ainda, que os cursos sejam ministrados por professores da Universidade Federal de Sergipe, podendo ao final dos cursos, os professores serem até avaliados, com média 5,0 no mínimo em cada uma das provas”, explica o diretor de comunicação do SINTESE, Roberto Silva. Durante a assembléia, os professores reprovaram a proposta da SEED, alegando que as provas devem ser dificultadas, justamente para que a SEED volte a indicar os nomes dos diretores, coordenadores e secretários. Isso porque de acordo com a categoria, a formação qualifica o professor para a Gestão Democrática. “Uma coisa é fazer uma única prova de conhecimento, em que o professor pode sair bem ou mal. E a outra é participar dos cursos de qualificação, preparando o profissional, de fato, para a gestão”, acredita Roberto. Ainda no encontro de professores, o diretor do SINTESE falou sobre o Proid, programa de facilitação na aquisição de computadores para o pessoal do magistério, que ainda está pendente. Segundo Joel, a lei foi aprovada, o decreto saiu e o secretário da Educação, José Fernandes Lima, já disse que não vai prorrogar o benefício. Com isso, os 2.880 professores que estavam inscritos em 2006 e não conseguiram receber os computadores, deverão comparecer a um feirão marcado para os próximos dias 22, 23 e 24 de setembro, em local ainda a ser definido pela SEED. O programa parou em outubro do ano passado. Antes o valor liberado para que os professores adquirissem os computadores, era de R$ 1.300 mas agora foi reduzido para R$ 1.000, de acordo com a Lei do Proid, pois nos últimos anos, houve redução nos preços dos equipamentos. Se preferir, o professor pode comprar um notebook e caso o valor não dê, pode complementar através de empréstimo no Banese. Na assembléia, foi debatida ainda a gratificação de interiorização. É que a lei foi aprovada, saiu o decreto, o SINTESE nomeou uma comissão que vai analisar os processos, já houve professores que deram entrada, mas a SEED sustou. Haverá uma nova reunião nesta quinta-feira na Secretaria de Educação, para discutir o assunto. Somente tem direito ao benefício, os professores que trabalham a uma distância de no mínimo 30 Km de onde reside. Pela lei, o percentual é de 10 a 50%, sendo que o profissional que precise pernoitar, tem direito a mais 50%. Por fim, foi discutida na assembléia dos professores da rede oficial, a lei que institui o Piso Salarial Profissional Nacional. O SINTESE formou um grupo técnico para debater a lei do piso, está promovendo encontros municipais e já começou a fazer encontros com as escolas de Aracaju. Isso para que os professores conheçam amplamente a lei do Piso. “É uma lei nova e complexa e precisa de muita atenção para compreendê-la. Pode ser o pulo do gato para a valorização dos professores”, destaca Joel Almeida.