Professores de Pacatuba retornam às aulas nesta segunda-feira

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Após quase quatro meses de braços cruzados em virtude do descaso com a educação e do corte ilegal nos salários por meio do prefeito de Pacatuba, Luis Carlos Santos, os professores decidiram em assembléia da categoria realizada na última quinta-feira, retornar às aulas nesta segunda-feira, 15.

A categoria teve os vencimentos de maio e de junho cortados como represália por ter participado de um movimento grevista.

Os profissionais do magistério conseguiram sair da greve, fortalecidos. Com o apoio do SINTESE, a categoria conquistou o direito de receber os salários que foram cortados ilegalmente pelo prefeito e a Gratificação de Difícil Acesso, uma luta de cinco anos. E ainda, a garantia da prefeitura, de que algumas escolas passarão por reformas.

Antes da assembléia, realizada na Câmara Municipal de Pacatuba, os integrantes da Comissão de Negociação, formada pelo diretor da Base Estadual do SINTESE, José Francisco de Andrade Santos, pela diretora executiva de Organização e Mobilização, Ana Luzia Costa Santos e o diretor sindical no município, Robson dos Santos, foram recebidos em audiência pelo promotor da Comarca de Pacatuba, Dr. Paulo José Francisco Alves Filho.

O promotor colocou a preocupação em relação aos quase 120 dias em que os professores estavam de braços cruzados e leu um ofício enviado ao prefeito Luis Carlos, determinando o pagamento dos salários descontados ilegalmente, dando um prazo de 48h para que o gestor deposite o dinheiro no banco.

O magistrado já está com a cópia da folha de pagamento, em que consta a reposição dos salários nesta segunda-feira. Os educadores decidiram por unanimidade, encerrar a greve, agradecendo o empenho da diretoria do SINTESE e da Justiça de Pacatuba, além do apoio dado pela Secretaria de Estado da Inclusão Social – SEIDES com a distribuição de cestas básicas no período em que ficaram sem salários.

RELEMBRE-

Devido ao descaso do prefeito Luis Carlos Santos para com a educação, os professores paralisaram as atividades em maio. Por conta disso, de forma ilegal, o gestor cortou os salários de maio parcialmente. À pedido do promotor Paulo José Francisco Alves Filho, a categoria retornou às salas de aula, com a garantia de que o magistrado iria entrar no processo de negociação com o prefeito.

Em seguida, os profissionais foram surpreendidos com mais uma posição arbitrária de Luis Carlos Santos, que cortou os salários de junho, integralmente. Após argüição do SINTESE no âmbito da arbitrariedade do prefeito, a Justiça de Pacatuba, deu parecer favorável aos professores, determinando a reposição dos salários descontados em um prazo de 10 dias, além de multa diária de R$ 1 mil.

Como não houve cumprimento à decisão judicial, o SINTESE entrou com pedido na ação existente, solicitando o bloqueio das contas da prefeitura. Após garantia de que os salários serão pagos e algumas escolas reformadas, os professores decidiram pelo retorno às salas de aula.