SEED não implementa gestão democrática e instala o terror nas escolas estaduais

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terror nas escolasA Secretaria de Estado da Educação demonstrou mais uma vez, no dia de ontem, que a implantação da gestão democrática está em segundo plano.

Professores do Colégio Estadual Costa e Silva denunciaram ao SINTESE que na tarde da última terça-feira, a secretária Adjunta, Hortência Barreto e membros da Inspeção Escolar, arbitrariamente carimbou faltas nos diários de todos os professores do colégio. A argumentação é que ao chegar à unidade de ensino não havia professores.

De acordo com os educadores a escola está realizando semana de provas e que ao final das avaliações os alunos deixam as escolas e conseqüentemente eles vão embora, isso inclusive está previsto nos regimentos escolares.

Repúdio

O sindicato repudia a ação da secretária adjunta por considerá-la arbitrária. “A secretária adjunta não conhecia a realidade da escola e não tinha porque ordenar que os diários dos professores fossem carimbados, já que os educadores já tinham cumprido suas funções”, disse o José Francisco de Andrade Filho, diretor do Departamento de Base Estadual do SINTESE.

Para a diretoria do sindicato a secretária adjunta de Educação, professora Hortência Barreto, deveria se concentrar em fazer o debate pedagógico com diretores e educadores, além de buscar soluções para os problemas estruturais. Outro fato que chama a atenção do sindicato é que ela tem sido sistematicamente convidada por para fazer o debate sobre a superação dos problemas por quais passam a rede estadual e não tem comparecido.

Inspeção Escolar

Para a diretoria do sindicato a Inspeção Escolar está mais uma vez assumindo o papel de inquisidora dos professores, o papel do órgão não é somente verificar freqüência e carimbar diários (isso é papel da direção da escola) e sim, auxiliar na organização administrativa as unidades de ensino. “Essa atitude instala um clima de terror nas escolas da rede estadual”, complementa Francisco.

Gestão Democrática

Problemas deste tipo não aconteceriam se já tivesse sido implantada a Gestão Democrática na rede estadual. “O que está acontecendo hoje é que a qualquer custo a SEED está querendo cortar o salário dos professores. Isso é uma atitude anti-democrática”, disse Roberto Silva Santos, diretor de Comunicação do SINTESE

Na última terça-feira, o sindicato veio a público cobrar que o governo estadual envie o projeto de lei que regulamenta a gestão democrática. Está prevista para os próximos dias uma assembléia geral dos professores para discutir esse assunto e também sobre a implantação do Piso Salarial.