Iran acusa tucanos de orquestrarem farsa contra a Lei do Piso

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Em pronunciamento, na véspera do Dia do Professor, deputado classificou de esdrúxula e perversa medida tomada pelo governador de São Paulo de contabilizar intervalo de aula como atividade extra-sala

Em mais um embate com os tucanos, o deputado federal Iran Barbosa (PT-SE) voltou a defender, nesta terça-feira (14/10), véspera do Dia do Professor, o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público e a rebater as críticas dos tucanos à lei. Em pronunciamento na Câmara Federal, Iran, que é titular da Comissão de Educação e Cultura (CEC), acusou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de orquestrar uma farsa contra a Lei do Piso, sancionada em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Segundo Iran, Serra tomou uma atitude "esdrúxula" e "perversa", que penaliza e massacra os professores ao interpretar um dos pontos da lei de forma completamente errada e maldosa. O deputado irá solicitar à CEC que se pronuncie oficialmente em relação à ação tomada em São Paulo. 

 

O deputado se referia à medida do governo paulista de contabilizar como horário para preparação de aulas e outras atividades os intervalos de dez minutos, garantidos aos professores, entre uma aula e outra na rede estadual.

 

Para Iran, o governo tucano de Serra deixa claro, com tal interpretação da lei, que é inimigo dos educadores, da ampliação do acesso a escola pública e da melhoria na qualidade do ensino.

 

"Quem se recusa a investir mais na educação, quem se recusa a garantir melhor qualidade à educação e quem se recusa a ampliar o acesso à escola pública é notadamente um inimigo do povo", afirmou.

 

Para Iran, a medida adotada pelo governo Serra que, desde a aprovação da Lei, junto com outros dois governadores tucanos (Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul e Aécio Neves, de Minas Gerais), atacam o piso, prejudica a qualidade do ensino público.

 

"É mais uma ataque à lei do Piso Salarial, que rompe com a tolerância ao trabalho realizado e não pago dos educadores, já que determina que o mínimo de 1/3 da jornada de trabalho deve ser reservado para atividades complementares à interação com os alunos", afirmou.

 

Iran disse que, ao contrário da interpretação do governo de São Paulo, a legislação, quando disciplinou a questão da jornada de trabalho, objetivou beneficiar aos estudantes e ao ensino público, ao garantir aos professores maior tempo para preparar suas aulas e demais atividades.

 

O deputado disse que, na questão da jornada de trabalho, a lei não trouxe novidades, mas apenas atualizou o que já era definido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e pela Resolução número 3 do Conselho Nacional de Educação, que não era cumprido. "Além de alargar o percentual da jornada previsto no Plano Nacional de Educação, o PDE", explicou.

 

Solidariedade – Em seu pronunciamento, o deputado manifestou solidariedade aos educadores paulistas que criticam a medida. "Não aceitaremos este absurdo. Como estamos fazendo desde a sanção do Piso Salarial, vamos continuar a lutar, ao lado das entidades que nos representam, como a Central Única dos Trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a CNTE e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do meu Estado de Sergipe, o Sintese, para ver medidas como essas sepultadas de uma vez por todas", garantiu.

 

 

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