Brasil tem 54 milhões sem esgoto, água encanada ou moradia adequada

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encanada ou moradia adequada Um em cada três brasileiros urbanos não tem condições de habitação, revela Pnad A análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad) feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou hoje dados e observações sobre as condições de saneamento e habitação no Brasil. O estudo, feito este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, de 2006 a 2007, o Brasil registrou o maior aumento da rede de esgoto dos últimos 15 anos. No entanto, este quesito ainda é considerado o maior desafio na qualidade de moradia no país.

De acordo com o Ipea, aproximadamente 34,5% da população urbana ainda vive em condições de habitação inadequadas (falta de esgoto, água encanada ou submoradia), o que representa 54 milhões de pessoas. Enquanto os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza nacional, um a cada três brasileiros das cidades não tem condições dignas de moradia. Os dados mostram que para os 20% mais pobres, a cobertura de rede geral de esgoto ou fossa séptica é de 64,6%. Já para os 20% mais ricos, a cobertura ronda os 92,8%.

Água

Neste ano, o Brasil alcançou a meta do milênio relativa à água, que estava prevista apenas para 2015. Cerca de 91,3% dos domicílios já recebem água por rede canalizada. Entre 2006 e 2007, o maior incremento absoluto aconteceu no Nordeste: cerca de 877 mil pessoas foram beneficiadas.

Neste período, houve um aumento de 3 pontos percentuais na proporção da população urbana com acesso à rede coletora de esgoto. Foi o maior avanço ocorrido nos últimos 15 anos, passando de 54,4% em 2006 para 57,4% em 2007. No entanto, o déficit absoluto desses serviços nas áreas urbanas ainda supera os 30 milhões de pessoas, 4,5 milhões menos do que o déficit absoluto de esgoto que havia em 2006.