Reunião da comissão do piso frustra SINTESE

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O resultado da reunião da comissão formada para discutir os impactos do piso na folha de pagamento realizada na manhã desta terça, 02, na SEED, foi de frustração para o sindicato.

A secretária adjunta de Educação, Hortência Barreto, que presidiu a reunião, anunciou a partir de simulações feitas pela Secretaria de Estado da Administração quanto a adoção do piso geraria de impacto na folha de pagamento da Educação, algo em torno de R$21 milhões.

Hortência disse também que essa era a última reunião da comissão e que a discussão de como será implantado o piso na rede estadual será feita em nível de governo e não mais com a SEED. O anúncio da SEED frustrou o sindicato. Para o SINTESE os três meses em que duraram a comissão não foram proveitosos, pois no momento de decidir, a secretaria repassou a responsabilidade.

Paralisação

Nesta quarta os professores da rede estadual se reúnem em ato público, a partir das 8h, na praça Fausto Cardoso, em frente a Escola do Legislativo. Os educadores pretendem também ir a Assembléia Legislativa solicitar aos deputados apoio para implementação do piso salarial e também aguardarem a chega do projeto que regulamenta a Gestão Democrática.

PGE

Outro ponto que preocupa o magistério estadual é o parecer da Procuradoria Geral do Estado sobre a Lei do Piso. A PGE sugere que para pagar o piso o governo pode usar como alternativa transformar a remuneração dos professores em subsídio. Essa postura não é interessante para a categoria.

Isso sem contar a orientação para criar duas tabelas salariais: uma para os professores que estão nas unidades escolares e para os que estão em órgãos ligados SEED. A conseqüência dessa “sugestão” é a quebra da isonomia entre os educadores. Infelizmente a PGE mais uma vez apresenta um parecer que prejudica os trabalhadores.

“Os professores querem saber como o governo está construindo o processo de implantação do piso. Se essa construção for baseada integralmente no parecer do PGE, vislumbramos sérios problemas com a categoria.”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.