Professores paralisam as aulas e ocupam a ALESE

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A categoria adia assembléia geral para o dia 11 com objetivo de aumentar o prazo de negociação do projeto de gestão democrática

Os professores da rede estadual realizaram nesta terça-feira, ato público na praça Fausto Cardoso e em frente a Escola do Legislativo e ocuparam as galerias da Assembléia Legislativa.

Ao final do ato os educadores decidiram adiar a assembléia geral da categoria de 09 para o dia 11 de dezembro às 15h no Instituto Histórico. A mudança de data é para abrir mais espaço para negociação do projeto que regulamenta a Gestão Democrática.

O objetivo da paralisação foi buscar uma resposta do governo do Estado sobre em que bases o Piso Salarial Nacional será implantado em Sergipe e a ida do projeto de lei que regulamenta a Gestão Democrática para a Assembléia Legislativa. “Nós não sabemos como o governo está construindo a implantação do piso, os professores sabem que ele será implantado a partir de 01 de janeiro, mas como será é a grande dúvida da categoria”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

A preocupação do sindicato aumento depois que a secretária adjunta de Educação, Hortência Araújo, anunciou na reunião da comissão que estudava o piso que a sua aplicação seria discutida na mesa geral de negociação.

ALESE

Na Assembléia Legislativa os professores tiveram a garantia do deputado Francisco Gualberto, líder do governo na ALESE, que conversaria com o governador Marcelo Déda na tarde desta terça ou no máximo na segunda-feira à tarde sobre o ponto de tensão do projeto da Gestão Democrática.

A única discordância entre o sindicato a Secretaria de Estado da Educação – SEED sobre o projeto de lei da gestão se refere a forma de se dar a eleição. A SEED propõe somente uma prova para os que se interessarem em candidatar-se. Somente aqueles que tiverem média acima de sete pode entrar no processo eleitoral. Nas escolas aonde nenhum professor chegar a média mínima não haverá eleição e a SEED indica o diretor.

Para o sindicato a gestão que a secretaria propõe não é democrática e sim meritocrática. A proposta do SINTESE é que os interessados em concorrer ao cargo de diretor façam cursos de formação pela Universidade Federal de Sergipe antes e depois do processo eleitoral. “Nossa proposta visa qualificar os professores para que inclusive eles possam contribuir no processo de gestão da escola”, disse o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.