Sequestro sindical se espalha na França

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Os sindicatos franceses têm usado da tática de sequestro de patrões como uma nova forma de ação para discussão de direitos. A última ação se deu esta semana na empresa estadunidense Molex, onde dois executivos ficaram presos. A empresa prevê fechar as portas esse ano, mas os trabalhadores exigem o pagamento de US$ 130 milhões de indenização.

A prática é um dos reflexos da crise econômica mundial que atinge o país. Na França, as empresas têm fechado em cascata, gerando demissões em massa. As magras indenizações pagas aos trabalhadores, em comparação com os polpudos salários dos empresários, têm sido os fatores geradores de conflitos.

O primeiro caso de sequestro de executivos ocorreu em março na multinacional Sony. De lá para cá, o fato se repetiu nas empresas Caterpillar, 3M, Scapa, Faurecia e Conforama. Em todos os casos o mecanismo foi utilizado como arma para forçar uma negociação ou reequilibrar as desigualdades das indenizações.

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.