CNTE divulga balanço final da greve de advertência

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O presidente da CNTE Roberto Leão informou que a categoria atendeu ao chamado da Confederação e mostrou disposição de luta. Segundo Leão, a greve de advertência realizada na última sexta-feira, 24, atingiu pleno êxito.

De acordo com o balanço final desta segunda-feira, 27, no Mato Grosso do Sul, 80% das escolas municipais e estaduais aderiram ao movimento da CNTE. Em Goiás, a greve atingiu 60% dos professores municipais e 80% dos estaduais.

No Paraná, 90% trabalhadores cruzaram os braços. Já em Sergipe e no Ceará, a adesão foi de 100% das escolas municipais e estaduais e 70% entre os professores do estado, respectivamente.

Em São Paulo, cerca de 3 mil professores se reuniram em assembleia da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo) na Praça da República. Os docentes votaram contra a política de bonificação por mérito e a favor da incorporação de todas as gratificações ao salário, da reposição salarial de 27,5% e da jornada de trabalho prevista na lei do piso (que prevê 33,3% da jornada de trabalho para atividades extraclasse). Nova paralisação deve ser feita na próxima quarta-feira (29), às 14h, junto com os funcionários públicos do Estado.

Na Bahia, 90% do estado aderiram ao movimento. No Maranhão, 70% das escolas municipais e a totalidade das escolas da rede estadual pararam. Na Paraíba, foram 60% da rede municipal e 100% dos professores estaduais. No Piauí, 70% das escolas do município e 95% das escolas do estado participaram do protesto.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual (SINTE), em Santa Catarina, não houve aula em todas as escolas estaduais nos três períodos (matutino, vespertino e noturno).

No Rio Grande do Sul, os educadores realizaram debates nas escolas e atos públicos regionais. Segundo o Cpers, 80% das redes municipal e estadual paralisaram.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) também participou da greve convocada pela CNTE. Foi realizada uma reunião dos professores, no período da tarde, no pátio da Assembleia Legislativa.

Em Pernambuco, 95% dos professores da rede municipal de ensino cruzaram os braços para reivindicar a implementação do piso salarial. Já na rede estadual a paralisação atingiu 85%.

Em Rondônia, os trabalhadores em educação de Porto Velho interditaram a BR 364. A manifestação se repetiu nas cidades de Ji-Paraná e Vilhena. Tanto na rede estadual como na municipal a adesão foi de 80%.

Em apoio ao protesto da CNTE, mais de cinco mil professores da rede pública do Distrito Federal se reuniram, na sexta-feira passada, ao lado da Catedral Metropolitana de Brasília (DF), para decidir os rumos da greve da categoria. A assembleia foi promovida pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), uma das 35 entidades afiliadas à Confederação.

A paralisação nacional foi para garantir a aplicação da lei do piso (11.738/08), em vigor desde janeiro deste ano. Leão garantiu que a categoria continuará mobilizada. “Vamos realizar quantas greves forem necessárias em defesa da implantação do piso salarial do magistério, em vigor desde janeiro de 2009”, reiterou. (CNTE)