CUT realiza congresso estadual

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A Central Única dos Trabalhadores realiza o seu 11º Congresso Estadual da CUT (11º CECUT) que acontece de 5 a 7 de junho. A abertura acontece no dia 5, sexta-feira no auditório da OAB/SE, às 19 horas. Nos dias 6 e 7 na Sociedade Semear, estará em debate, conjuntura, balanço da gestão, bem como a definição de estratégias, do plano de ação e eleição da direção da central em Sergipe para o próximo triênio.

O 11º CECUT é preparatório para o 10º Congresso Nacional da CUT (10º CONCUT), e tem como objetivo como finalidade analisar a situação real da classe trabalhadora, as condições de funcionamento e desenvolvimento da sociedade brasileira e mundial, bem como de definir o programa de trabalho da CUT para o próximo período.

O Congresso é a instância máxima de deliberação da Central, no qual participam os delegados das entidades sindicais filiadas em dia com as suas obrigações estatutárias, das oposições sindicais reconhecidas pela CUT, obedecendo os critérios previstos no estatuto da CUT como o da proporcionalidade e da cota mínima de 30% para um dos gêneros.

O 11º CECUT se coloca como um dos mais importantes da historia da Central, principalmente em função do momento que passa o movimento sindical, governo Lula no final do seu segundo mandato e o governo Déda no final desse primeiro mandato, bem como em função das contradições e do processo de fragmentação enfrentado pelo sindicalismo brasileiro nos últimos anos. Serão cerca de 200 delegados que terão a responsabilidade de definir o posicionamento da CUT sobre essas questões.

Os congressos estaduais podem ser apresentadas propostas ao congresso nacional, que servirão de subsídios aos debates do 10º CONCUT, que será realizado de 3 a 8 de agosto em São Paulo.

Num breve balanço, o presidente estadual da CUT, Antônio Carlos Góis, diz que deixará a presidência da entidade e destaca na atual gestão a política de interiorização da CUT, com destaque para o segmento dos servidores municipais, bem como a luta em defesa dos serviços e do patrimônio público, intensificando também a luta em defesa do meio ambiente socialmente equilibrado e justo.

“Podemos citar algumas das ações desenvolvidas: Bloco carnavalesco Siri na Lata, unindo protesto, irreverência na folia de momo; Queima de Judas e da maldades contra os trabalhadores, no Sábado de Aleluia; 8 de março, 1º de maio classista; Atos pela punição dos envolvidos na Operação Navalha e a devolução do dinheiro desviado aos cofres do Estado; Atos contra a Transposição do Rio São Francisco; Ato na Assembléia Legislativa denunciando a omissão dos Deputados Estaduais em relação ao mar de escândalos no Estado, entre outros”, destaca Góis.

Cita ainda o investimento na área da comunicação da CUT/Sergipe com os sindicatos filiados, bem como para com a sociedade, bem como a área da Formação Sindical, como estratégia política da CUT/Sergipe, visando preparar os trabalhadores e trabalhadoras para a disputa da hegemonia nos diversos espaços de poder.

Na esfera institucional Góis destaca a ação da CUT/Sergipe na representação em vários conselhos de controle social: Conselho Estadual de Emprego e Renda, Conselho Municipal de Saúde, Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador, Conselho Municipal do Portador de Deficiência, Conselho Estadual da Previdência Social, Conselho Municipal da Mulher, Fórum de Proteção ao Meio Ambiente do Trabalho, Fórum em Defesa do São Francisco, Fórum em Defesa da Criança e do Adolescente, Conselho de Ensino e Pesquisa da UFS.

“É desta forma que a CUT, se consolida a cada dia, como referência de Central Sindical no estado, e até como única central que mantém permanentemente ações voltadas para o contexto da luta dos trabalhadores sergipanos” conclui.

fonte:cut-se