Pesquisa-ação na escola é tema de Oficina Pedagógica da Resistência

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O SINTESE a cada ano das Oficinas Pedagógicas da Resistência procura trazer os assuntos que estão na pauta da Educação tanto no Brasil, quanto no mundo. Em 2009 a inovação foi trazer duas professoras Luiza Cortesão e Rosa Nunes, de Portugal para ministrar duas oficinas.

Luiza Cortesão é professora emérita da Universidade do Porto, presidente do Instituto Paulo Freire de Portugal e coordenadora do Centro de Recursos Paulo Freire da Universidade do Porto. Ela irá ministrar a oficina “Pesquisa-Ação na Escola”.

O objetivo da oficina é analisar e valorizar o papel do professor como ator social e que deve estar atento aos significados e efeitos das decisões tomadas no campo educacional, sejam elas políticas ou pedagógicas. “A tomada de consciência destes “significados e efeitos” poderá contribuir para que o professor não seja somente um instrumento de implementação de decisões tomadas a nível central, mas um profissional que opta, orientando a sua ação no sentido de ir ao encontro de finalidades que considera serem importantes, sabendo, como dizia Paulo Freire, “para quem e em benefício de quem estão trabalhando”, disse a professora Cortesão.


Para isso os professores vão apresentar as suas experiências na prática do processo de ensino-aprendizagem e a partir daí serão feitas análises que terão como conseqüência o esboço de projetos.

Para Luiza Cortesão a decisão do SINTESE em realizar as oficinas é importante no sentido de valorizar o professor não só como categoria trabalhista, mas como um ator social e político e que dá a sua contribuição para a diminuição das injustiças sociais, de discriminação, estimulando a consciência do direito a uma cidadania plena nos alunos. “A iniciativa do SINTESE, ao organizar estas ações de formação, surge assim como uma interessante forma de trabalho a desenvolver por uma entidade política e socialmente responsável, que defende o papel do professor na sua plenitude”, finalizou.