Sergipe participa da International Theatre of the Oppressed Conferenc

55

De 20 até 26 de Julho acontece no Rio de Janeiro à Conferência Internacional de Teatro do Oprimido. 52 representantes de 25 países dos 5 continentes mais representantes de 16 estados brasileiros (inclusive Sergipe) participam do evento que ocupa três espaços no Centro do Rio: CAIXA Cultural RJ (Teatro Nelson Rodrigues e Teatro de Arena) e no Centro de Teatro do Oprimido. Representantes da Austrália, Israel, Palestina, Nepal, Paquistão, Índia, Suécia, Holanda, Áustria, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Portugal, Senegal, Guiné-Bissau, Sudão, Moçambique, Angola, Canadá, EUA, Porto Rico, Argentina, Uruguai e Brasil integram os painéis de discussão sobre o impacto do Teatro do Oprimido em diferentes áreas temáticas (cultura, política, educação, saúde, direitos humanos e zonas de conflito) e regiões do mundo. Ao final dos trabalhos haverá uma discussão a respeito dos desafios para o desenvolvimento de projetos locais e planejamento de ações de cooperação internacional. O evento é um tributo a Augusto Boal e marco histórico para a continuidade de sua obra, tendo como objetivos: ratificar os fundamentos políticos, filosóficos, estéticos e pedagógicos do Método do Teatro do Oprimido; analisar o impacto da aplicação do Método em diferentes áreas temáticas, nas diversas regiões do mundo; estimular a reflexão sobre o Movimento Internacional de Teatro do Oprimido e as perspectivas de sua organização; estruturar o Encontro Internacional que acontecerá em Julho de 2010, em Belém, dentro do Congresso Mundial IDEA.

Entre os participantes dos painéis de discussão, destaco: o estadunidense Doug Paterson, da universidade de Nebraska, que realiza a Conferência anual da Pedagogia e Teatro do Oprimido; o indiano Sanjoy Ganguli, que há 20 anos faz Teatro do Oprimido com o Grupo de Teatro do Oprimido Janna Sanscrit; o israelense Chen Alon, ex-militar, que se tornou praticante de Teatro do Oprimido de uma organização chamada Combatentes Pela Paz; o moçambicano Alvim Cossa, que espalhou o Teatro do Oprimido por todo o país e que agora se tornou uma estratégia nacional na luta contra a Aids; o sudanes Justin Billy, que atua com Teatro do Oprimido em zonas de conflito; os palestinos Iman Aoun e Edward Muallen, integrantes do Grupo Asthar, que há 10 anos fazem Teatro do Oprimido nos territórios palestinos ocupados; o alemão Till Baumann, que faz Teatro do Oprimido em presídios com jovens oriundos de áreas extremamente marcadas pela presença neo-nazista.

Na cerimônia de abertura, que acontece no dia 20/7 às 19h, Rosa Maria Marques, da Universidade de Porto Rico, Célio Turino, do programa Cultura Viva do Ministério da Cultura e a socióloga Bárbara Santos, do Centro de Teatro do Oprimido – CTO, vão falar a respeito da trajetória do Teatro do Oprimido no Brasil e no mundo e os caminhos da Estética do Oprimido, última pesquisa de Augusto Boal. ENTRADA FRANCA

A Conferência Internacional de Teatro do Oprimido é uma realização do Centro do Teatro de Oprimido – CTO, com patrocínios do Departamento Nacional de SESC e do Ministério da Cultura por intermédio do Programa Cultura Viva, com apoio da Caixa Econômica Federal, e integra o Programa Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto.


O Centro de Teatro do Oprimido – CTO, surgido em 1986, é um centro de pesquisa e difusão, que desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são elaborados e produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido. A filosofia e as ações desta instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos. Dessa forma o Centro de Teatro do Oprimido desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal.

informações e fotografias:

Ney Motta – Ascom Centro de Teatro do Oprimido

(21) 2246-4532, 2539-2873 e 8718-1965
e-mail/skype:
neymotta@terra.com.br

www.ctorio.org.br