Professores de Salgado, Simão Dias e Laranjeiras em greve por tempo indeterminado

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Com a adesão dos professores do município de Laranjeiras que iniciam movimento paredista hoje, já são três a cidades onde as aulas do segundo semestre não serão iniciadas. Durante toda a semana os professores farão panfletagens, caminhadas e caravanas nos povoados. A cobrança dos professores dos três municípios é a mesma, a implantação do Piso Salarial Profissional Nacional.

Laranjeiras

Em Laranjeiras, a prefeita Ione Sobral apresentou uma proposta que não valoriza os professores, mas sim retira direitos. De acordo com os representantes do sindicato no município, a proposta da prefeitura diminui os valores de regência de classe e de mudança de nível. “A opção da prefeitura não contempla o sentido da lei do piso que é a valorização do professor”, disse Edileide Barrozo, secretária geral do SINTESE e professora da rede municipal de Laranjeiras.

Na quarta, os professores pretendem fazer uma caminhada com panfletagem pelas ruas da cidade, a concentração será na Praça da Bandeira, a partir das 7h30.

Salgado

Na cidade de Salgado, uma proposta tinha sido negociada e acordada entre a administração municipal e o SINTESE, o projeto de lei que implantava o piso salarial no município já estava tramitando na Câmara de Vereadores, mas a prefeita Janete Barbosa voltou atrás e retirou o projeto, alegando que ele precisava de ajustes e não deu data de retorno para o legislativo. Por isso os educadores estão paralisados desde o dia 29.

Outra decisão que também desagradou a categoria foi que a prefeita, assinou decreto com um abono para aqueles que recebiam menos que o piso, seguindo a lógica de somar a regência de classe mais o vencimento básico e o que faltar para o valor do piso ser acrescentado via abono. Vale ressaltar adotada pelo governo do Estado no início do ano que se mostrou totalmente equivocada.

Como a jornada padrão de Salgado é de 160h o valor, proporcional aos 2/3 do piso é R$706. De acordo com o delegado sindical Ginaldo Santos alguns professores tiveram acréscimo de R$1 ou R$1,50 na remuneração.

Por isso desde o dia 29 que os professores estão paralisados. Esta semana eles realizam reuniões em povoados com os pais de alunos para informar a situação.

Simão Dias

Os professores do município também estão em greve desde o dia 29. O prefeito Dênisson Déda, apesar de concordar com a proposta do sindicato não viabiliza a implantação do piso e nos últimos dias anunciou que só pagaria o piso para os professores de nível médio.

Dia 03 a comissão de negociação de Simão Dias e o presidente do SINTESE tiveram uma audiência com a administração municipal que contou com a presença da deputada estadual Ana Lúcia e do deputado federal Iran Barbosa. O prefeito Dênisson Déda se comprometeu de que o secretário de Educação apresentaria essa semana uma simulação de implantação dos 2/3 do piso usando 70% dos recursos do Fundeb. Na próxima quarta, 05, está marcada uma assembleia para avaliar o movimento grevista.