“Educar é ajudar a pessoa a ter consciência do seu papel no mundo”

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Essa foi um das falas finais que Emir Sader, ensaísta, politólogo e secretário-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) proferiu na primeira palestra da IX Conferência Estadual dos Trabalhadores em Educação na tarde da última quarta-feira.

Para Sader os professores têm como obrigação a educar e ajudar as pessoas a terem consciência da sua atuação no mundo e isso perpassa pela política pública de transformar a Educação em verdadeira prioridade no país.

Para falar sobre a “A Crise Internacional do Capitalismo e os desafios para os trabalhadores na América Latina e no Brasil”, Emir fez uma retomada das crises do capitalismo e relatou as mudanças regressivas pelo qual o sistema capitalista passou nos últimos 30 anos.

Para Sader a América Latina foi vítima da crise, mas reagiu a ela muito melhor que das outras vezes, isso se dá em boa parte pelo fato dos governos do bloco terem uma política esquerdista de governo. Há hoje na América Latina dois tipos de governo: os que assinaram tratados de livre comércio com os Estados Unidos (EUA), ou seja, todo comércio fica vinculado aos EUA, que é o caso do México, que tem hoje 90% do seu comércio exterior vinculado aos Estados Unidades. “A escolha do México foi desastrosa, pois com a crise nos EUA e consequentemente a queda na exportações o México teve uma redução de 10% no seu Produto Interno Bruto”, explicou.

Do outro lado há que valorizaram a integração regional e diversificação de mercados. Além disso os governos mantiveram o mercado interno de consumo e também as políticas de redistribuição de renda. “Pela primeira vez na América Latina não é somente o povo que paga o preço da crise”, disse Emir Sader.

Mas o palestrante alertou que essa mudança na forma de governar dos países da América Latina devem ser aprofundadas, principalmente naqueles onde as mudanças estão vindo de forma mais lenta (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Para ele é preciso que sejam quebrados diversos paradigmas.

Para que o Brasil inicie o processo de se tornar um país justo, humanista e solidário é preciso que sem mudem as seguintes questões: quebra da hegemonia do capitalismo financeiro, a democratização dos meios de comunicação e reforma agrária. “Se esses paradigmas não forem quebrados o Brasil nunca vai crescer”, completou.

Sader reforçou que os dilemas da sociedade mundial perpassam por três monopólios: das armas, da palavra e do dinheiro. “Precisamos fazer com que esses três monopólios sejam quebrados para criarmos um mundo multipolar”.