SINTESE vai ao MP em Itaporanga falar sobre o caso dos uniformes.

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O delegado sindical do SINTESE, Uilson Menezes Hora, acompanhado de mais quatro professores foram a Ministério Público em Itaporanga relatar ao promotor os fatos acontecidos na última quarta-feira (04) na Escola Nilson Barreto Socorro e também sobre as acusações da diretora da escola aos professores.

O promotor disse aos professores que os portões devem ficar abertos e que seja permitida a entrada de todos os alunos que estiveram fardados, independente de ser o uniforme novo ou o antigo, para não prejudicá-los tanto no sentido das aulas, quanto ao fato de não estarem expostos ao perigo, já que a escola fica às margens da rodovia estadual.

Nesta sexta (06), a diretora da escola, Maria Regina Cavalcante em entrevista ao programa matutino da rádio Cultura AM, acusou injustamente o professor Uilson Menezes Hora e demais educadores da escola de incitar os alunos e de criar o tumulto da porta da escola.

Uilson rebate as acusações e explica que quem acabou causando o tumulto em frente à escola foi a própria direção ao impedir os alunos que estavam com o uniforme do ano passado em entrar na sala de aula. “A questão da energia da escola não fui eu quem desligou, a coordenadora me chamou para religar, pois ela não sabia operar os controles do contador”, disse Uilson.

A revolta dos alunos em relação ao uniforme é porque essa nova versão distribuída pela prefeitura não consta o nome da escola e os estudantes não querem usar. “A direção da escola rasgou o ECA ao deixar por volta de 250 alunos fora da sala de aula, expondo-os ao perigo. A nossa atitude foi chamar a polícia e o Conselho Tutelar”, afirmou o delegado sindical.

A escola fica no povoado Sapé e atende alunos de sete povoados nos turnos da manhã, tarde e noite.