CONAE: CNTE defende boas condições de trabalho para os educadores

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“A política que tem que ser desenvolvida é a da promoção da Saúde no trabalho”, constatou Alex Santos Saratt, secretário de Saúde dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em debate realizado neste terceiro dia de atividades da Conferência Nacional de Educação (Conae 2010). Saratt participou do colóquio “Políticas de Prevenção e Atendimento à Saúde dos trabalhadores em Educação”.

Segundo afirmou o secretário de Saúde da CNTE, atualmente “há uma situação de precariedade das condições de trabalho e da saúde dos trabalhadores em Educação”. Dentre as causas que motivaram esse quadro, Alex citou o fato de que os profissionais trabalham com uma extensão da carga horária e, conseqüentemente, com uma intensificação do trabalho. Isto porque o processo de democratização da Educação não foi desenvolvido simultaneamente a uma capacitação de profissionais na área.
Outro fator que intensifica a jornada de trabalho do professor, segundo relatou Alex, é o problema dos baixos salários. “É triste ver que essa (baixa) condição salarial implica na extensão da jornada. É muito recorrente o caso das (jornadas de) sessenta horas. Também é comum o caso de professores aposentados que continuam trabalhando para obter mais rendimentos”, disse.
A representante da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais em Educação (ANFOPE), Maria de Fátima Abdalla, falou da necessidade de se lutar por uma política de prevenção e recuperação da saúde dos trabalhadores em Educação. Segundo ela, é essencial que os profissionais da área exerçam suas funções em um ambiente saudável de trabalho.
Ao encerrar seu discurso no colóquio desta terça-feira, Alex Saratt afirmou que os problemas de saúde que mais atingem os profissionais da Educação atualmente são: distúrbios da voz; transtornos psíquicos (que, em casos extremos, provocam o suicídio); e a violência nas escolas.
CNTE, 30/03/2010