Alunos da rede estadual de Itabaiana e Campo do Brito protestam em frente a SEED

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Estudantes de escolas estaduais de Campo do Brito e Itabaiana estiveram na manhã desta alunos_campodobritoquarta em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Educação. Eles protestaram pela falta de professores de diversas disciplinas, como Física, Inglês, Filosofia, Geografia, Matemática, Sociologia.

Para o SINTESE a questão não é somente chamar professores temporários ou fazer concurso público, mas reorganizar a secretaria internamente. “Temos a clareza que em algumas disciplinas como Física, Química e Matemática há falta de profissionais, pois são poucos os que se formam nestas áreas em nosso Estado. Mas sabemos também que se a SEED diminuir o número de professores fora da sala de aula, parte deste problema será solucionado”, disse o presidente do SINTESE, Joel Almeida.

Palavra dos alunos
Wesley dos Santos, 17 anos, é aluno da Escola Estadual Roque José de Souza em Campo do Brito e veio para Aracaju reclamar da falta de professores. “Tem disciplina que até hoje não tive aula, assim eu saio perdendo na concorrência para o vestibular que é dia 05 de dezembro”, disse.
“Será que é essa a Educação que a secretaria quer para nós? Tenho certeza que eles não ia querer isso para os próprios filhos”, questiona a aluna Luciamara Caetano, 17 anos, da Escola Estadual Guilherme Campos.

O vestibular é grande preocupação não só dos estudantes, mas também dos professores que ministram aulas nas escolas. Alessandra dos Santos Gama é professora do Colégio Estadual Murilo Braga e está preocupada com a falta de docentes no estabelecimento de ensino. “O colégio é uma referência na região, mas com essa falta de organização da SEED fica difícil para os alunos terem acesso ao ensino superior”, comentou.

Estrutura física
O Colégio Murilo Braga também passa por sérios problemas estruturais. Os banheiros estão instransitáveis, janelas estão quebradas. Já houve até audiência pública intermediada pelo Ministério Público, mas até agora os problemas não foram solucionados.

A violência também preocupa professores, estudantes e o sindicato. “A falta de uma política efetiva de segurança pública com participação efetiva da comunidade escolar está expondo todos a vários riscos”, disse o diretor de Comunicação do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.