Professores de Estância e Itabaianinha permanecem na luta pelo PISO

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Os educadores das redes municipais de Estância e Itabaianinha estão em greve por tempo indeterminado. Melhores de condições de trabalho, o retorno de direitos adquiridos que foram cancelados pelas prefeituras e o pagamento do piso de R$1.024,67 estão entre as principais reivindicações do magistério nos dois municípios.

Em Itabaianinha, onde os professores estão paralisados desde segunda-feira (09), a comissão se reuniu na última terça-feira com o prefeito Joaldo Lima, mas não chegaram a um acordo. Segundo os membros da comissão, o prefeito justificou que a Lei de Responsabilidade Fiscal o impede de pagar o piso.

“Não há nenhum impedimento legal para a implantação do piso em Itabaianinha. O que a administração está fazendo é usando uma interpretação equivocada de Lei de Responsabilidade Fiscal como justificação para não cumprir a lei do piso”, disse Joilma Silveira, delegada sindical do SINTESE no município.

Dentre as principais cobranças da categoria estão, o pagamento do Piso Salarial Profissional do Magistério, a devolução da Gratificação por Atividade em Regência de Classe, que era de 35% e foi reduzida para 5% e o cumprimento da redução de jornada de trabalho por tempo de serviço, conforme consta no Plano de Carreira e Remuneração do Magistério.

Hoje à noite, como atividade do calendário de greve será exibido o filme Carregadoras de Sonhos na praça da igreja.

Estância

A falta de diálogo entre prefeitura e categoria tem sido o principal problema enfrentado na cidade de Estância onde os educadores paralisaram as atividades desde o dia 26 de julho. O prefeito Ivan Leite se recusa a receber os educadores do município para uma negociação do Piso.

Em resposta a postura arrogante do administrador público, atos e visitas às escolas estão sendo organizados. O objetivo é denunciar para a sociedade de Estância os abusos cometidos pelo prefeito.

Na próxima segunda-feira um novo ato acontecerá no centro da cidade. Na terça os professores farão uma caminhada do Bairro Cidade Nova até o Bairro Alagoas, distribuindo panfletos e dialogando com a população. Cansados de esperar os professores afirmam que a greve permanecerá até que as pautas sejam atendidas, essa foi a decisão tomada na assembleia ocorrida nesta quarta-feira (11).