Missa de sétimo em memória de José dos Santos reúne educadores

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Jos_dos_Santos


Jos_dos_Santos“Sou professora, sou professor, sou eterno aprendiz que vive a estudar qual o caminho de homens e mulheres emancipar. À luz do conhecimento e da ação – reflexão – ação na luta consequente contra pedagogias de resignação e conformismo. Assim é que no mundo e com o mundo estou teimosamente a cultivar à sombra desta mangueira a pedagogia da esperança e da autonomia” (Trecho de Opção Óbvia – José dos Santos)

Na noite da última sexta-feira (4), familiares, amigos, companheiras e companheiros de luta de José dos Santos foram até a Paróquia Bem Aventurado José de Anchieta para lhe prestar homenagem. O lúdico que fez parte da vida de Zé também esteve presente nas palavras de Padre Isaias, de Ângela Melo (presidenta do Sintese) e de Aldo Rezende.

“O ato de fazer nos faz. O poeta não é aquele que tem o dom da poesia, mas todo aquele que fizer uma poesia se torna poeta. A poesia fez de José poeta”, parafraseando Augusto Boal, Aldo iniciou homenagem em nome de todos que compõem o Sintese Cultural.

Mas do que momento de despedidas e saudade de quem se foi, a missa marcou por lembrar aos que ali estavam que é tempo de caminhar de mãos dadas, de seguir junto por um bem maior, por uma causa comum.

Padre Isaias fez questão de relembrar a importância dos valores cristãos para quem acredita na transformação da sociedade. A luta que segue é por uma sociedade de mulheres e homens emancipados. “Que Paulo Freire e Augusto Boal recebam José”, finalizou Aldo sob aplausos de quem ouvia.