52 municípios implantaram piso de R$1.187

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A luta dos professores em 2011 fez com que no final do primeiro semestre, cinqüenta municípios já tenham fechado as negociações para a revisão do piso para R$1.187, o diálogo deu a tônica em parte das negociações, já em outros os educadores foram às ruas fizeram atos públicos, paralisações e greves.

Mas existiram aqueles municípios onde o processo democrático de negociação não aconteceu, o exemplo máximo disso é a prefeitura de Estância. Sem nenhuma conversa com os professores, a administração municipal aprovou (com o apoio da maioria dos vereadores) um achatamento da carreira do magistério local.

Além de Estância, outras prefeituras também utilizaram a implantação do piso para redução de carreira: Cedro de São João, Nossa Senhora de Lourdes, Campo do Brito, Poço Verde, Malhada dos Bois, São Cristóvão. Em Laranjeiras, a prefeita Ione Sobral, implantou uma versão piorada da utilizada pelo governador Marcelo Déda. O reajuste do piso será dividido em 8 vezes.

Piso sem alteração da carreira

Em 45 municípios os professores negociaram a revisão do piso sem alteração da carreira, são eles: Arauá, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Tomar do Geru, Umbaúba, Boquim, Lagarto, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Simão Dias, Tobias Barreto, Canindé do São Francisco, Gararu, Graccho Cardoso, Itabi, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora Aparecida; Nossa Senhora das Dores, Poço Redondo, Amparo do São Francisco, Canhoba, Propriá, Telha, São Francisco, Ilha das flores, Areia Branca, Itabaiana, Macambira, Moita Bonita, Pinhão, Ribeirópolis, São Domingos, Capela, Carmópolis, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, Siriri, Barra dos Coqueiros; Divina Pastora, Itaporanga d’Ajuda, Riachuelo, São Miguel do Aleixo e Santa Rosa de Lima.

Sem revisão do piso

Os professores de 17 municípios ainda têm como vencimento inicial o piso de R$1.024,67, são eles: Carira, Frei Paulo, Malhador, Pedra Mole, Cumbe, Feira Nova, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Aquidabã, Cedro de São João, Muribeca, Brejo Grande, Japoatã, Pacatuba, Nossa Senhora do Socorro, Japaratuba. Nas duas últimas cidades as administrações municipais apresentam propostas que reduzem percentuais de escalonamento vertical e horizontal de forma tão drástica que descaracterizam e destroem a carreira do magistério.

Ainda com R$950

Para o magistério de Pirambu, General Maynard, Salgado e Santana do São Francisco ainda consta nos contracheques o vencimento inicial de R$950. Em todos esses municípios as negociações continuam para revisão do novo valor.

Sem PSPN

Em Neópolis, a desorganização administrativa e a insistente política de desvalorização dos professores faz com que no município ainda se tenha como vencimento inicial mínimo R$633 (2/3 de R$950). Em Maruim os professores sequer têm Plano de Carreira, o que inviabiliza a implantação do piso salarial nacional, mas depois de muita luta e pressão, o canal de negociação entre os professores da rede municipal de Maruim e a administração municipal foi aberto.