Inoperância da CEHOP pode fechar Amélia Leite

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O que poderia ser a solução para as 287 crianças matriculadas na Escola Estadual Amélia Leite e para os pais e responsáveis tornou-se mais um motivo para angústia. Em reunião ocorrida no dia 11 de novembro ficou-se estabelecido que o prédio onde funciona a escola, que pertence a Casa Maternal Amélia Leite, seria alugado pela Secretaria de Estado da Educação – SEED, com isso as crianças do 1º ao 5º ano não seriam prejudicadas.

Mas inoperância da CEHOP em avaliar o prédio e definir o valor do aluguel a ser pago pela SEED voltou a por em risco o ano letivo em 2012. O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação também têm sua parcela de responsabilidade na questão. Porque não pressionam a instituição a apresentar logo o relatório?

Em contato com uma das mães, a informação é que pela falta de fechamento do contrato de aluguel as matrículas para 2012 não podem ser abertas. “A situação continua em aberto, não sabemos se nossos filhos poderão estudar em 2012 no Amélia Leite”, disse Janaína Balbino.

Os pais não sabem o que fazer, pois as escolas da região (bairro Suissa) não têm estrutura física para acomodar quase 300 crianças. Isso sem contar que nenhuma oferece a modalidade ensino integral como a E.E Amélia Leite. Isso foi constatado em pesquisa feita pelo SINTESE no mês de outubro.

Professores

Outra parcela prejudicada com o fechamento da escola é a do corpo docente. Apesar das promessas da SEED em lotar os professores, não há vagas disponíveis. A informação que chegou ao sindicato é que as vagas que Secretaria de Educação está prometendo, que hoje são ocupadas por professores contratados, dizem respeito a substituição por licença, ou seja, a vaga é temporária.

Problema social

Vale ressaltar que o fechamento da escola causará um grande problema social para os alunos, que perderão a referência educacional, mas também para os pais e responsáveis, pois eles matricularam seus filhos na escola por ela estar perto dos seus locais de trabalho. Mudar as crianças de escola seria inviável.