Colégio Estadual Elísio Carmelo perde alunos por falta de estrutura física

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O prédio do Colégio Estadual Elísio Carmelo atualmente passa por reformas, mas somente os alunos do turno da noite e duas turmas do ensino médio dos turnos manhã e tarde iniciaram o semestre letivo esta semana.

A situação é improvisada, de acordo com informações de professores, o turno da noite está funcionando em três espaços distintos: o Ensino Regular na Escola Estadual Emanuel Passos e os alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) funcionam em salas na Escola Municipal Gina Franco e no prédio onde funciona a Secretaria Municipal de Educação.

Os alunos do 3º ano do Ensino Médio dos turnos manhã e tarde estão assistindo aula em uma sala cedida pelo IPHAN. Já os alunos do ensino regular do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e primeiras séries do Ensino Médio ainda não iniciaram o semestre letivo de 2012.

A situação da escola já tinha sido denunciada pelo SINTESE no mês de novembro. Na época o sindicato oficiou a Secretaria de Estado da Educação – SEED e também o Ministério Público sobre o péssimo estado de conservação do prédio que foi alugado pela SEED para que a escola funcionasse.

Após insistência da comunidade escolar, que chegou a realizar ato público pedindo providências, chegou a informação de que o prédio onde está localizada a sede da Secretaria Municipal de Educação – SEMED é de propriedade do Elísio Carmelo. Em reunião com professores, que contou com a presença de membros da direção do SINTESE, a SEED informou que faria a solicitação de devolução do prédio e que o prazo seria 29 de fevereiro.

Mas a SEMED até agora não desocupou o prédio causando o transtorno a centenas de alunos que ainda estão sem estudar. É uma situação difícil, pois essa instabilidade tem levado os pais a mudarem seus filhos de escola, causando prejuízos para todos.

O SINTESE entende que a Prefeitura Municipal de São Cristóvão deve devolver o prédio com todas as condições para o funcionamento da escola, caso decida não devolver, que providencie um prédio para que os alunos, professores e servidores não tenham mais prejuízos.