Revista Paulo Freire destaca escolas que resistiram aos “pacotes educacionais”

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A edição do mês de março da nossa Revista Paulo Freire Revista_Paulo_Freire_10tem um aspecto de resposta profundamente sedimentada na realidade a um quadro de imposição de pacotes educacionais pelo Governo do Estado em Sergipe. Pelo menos é essa a intenção da reportagem principal da capa: “Resistência no chão da escola”.

Através dela, ficamos sabendo que alguns professores em escolas nos municípios de Itabaiana, Estância, Poço Redondo, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, resistem a falta de condições de trabalho e a imposição de pacotes importados, constroem projetos pedagógicos alternativos e libertadores e se constituem em experiências belíssimas de educação.

Um dos exemplos, na reportagem, é a Escola Professor Nestor Carvalho, em Itabaiana, que construiu um projeto pedagógico participativo, rejeitou as imposições de pacotes da Secretaria de Estado da Educação e aquela escola foi a escola pública de Sergipe de maior pontuação no Enem de 2011.

Ainda no campo da educação, há o texto da professora Maria Tereza Mantoan que aborda uma questão fundamental: as diferenças na escola. Recomendo o texto dela que tem a seguinte pergunta no título: “Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças?”

Também nesta edição de número 10 da Revista Paulo Freire um texto do padre Isaías Nascimento que apresenta um pouco da história de luta dos quilombolas em Sergipe. Outro texto importante é do membro do Fórum em Defesa da Grande Aracaju, José Firmo, que trata das questões urbanas da capital. Ele trata mobilidade urbana e outras questões centrais para a cidade.

Lembrando ainda março como mês dedicado à luta das mulheres dois textos importantes. Um da jornalista Camila Queiroz que apresenta um panorama da luta das mulheres na América Latina e no Caribe. O outro texto é do advogado Franklin Magalhães que mostra como algumas leis ajudam nessa luta por respeito e dignidade.

A partir desta edição, a Revista Paulo Freire começa a lembrar dos 100 anos de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. O primeiro texto é um resumo da cronologia de uma personalidade que marcou profundamente a história e cultura dos nordestinos.
Chegamos à décima edição mantendo o compromisso de todos os meses apresentarmos uma possibilidade de leitura e reflexão para os professores, alunos e toda comunidade.

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Ângela Melo
Presidenta do SINTESE