Educadores de mais 4 municípios paralisam as atividades

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A luta pelo reajuste do piso e por melhores condições de trabalho leva o magistério de mais quatro municípios a paralisarem as atividades. Nos dias 02, 03 e 04 os professores de: Boquim, Arauá, Capela e Pacatuba interrompem seus trabalhos e saem às ruas para dialogar com a população.

Boquim

Desde janeiro que os educadores buscam uma audiência com o prefeito Pedro Barbosa, mas somente no dia 20 de abril a comissão de negociação do SINTESE foi recebida, mas a demora em receber o sindicato foi para dar a mesma desculpa. De que não há recursos para o pagamento do reajuste.

No dia 24 ele apresentou a proposta de fazer o pagamento do reajuste somente em setembro e sem o retroativo a que os educadores têm direito (a partir de janeiro). Em assembleia da categoria realizada no mesmo dia, os educadores rejeitaram a proposta e deliberaram paralisar as atividades. A administração também disponibilizou as folhas de pagamento para que o sindicato realize estudos e verifique a real situação financeira do município. .

Nos dias 02 e 03 os educadores farão panfletagem na avenida Simpliciano Fernandes da Fonseca, no dia 04 realizarão um apitaço e continuarão com a distribuição de panfletos informando a população os motivos da paralisação.

Arauá

Os professores do município paralisam dias 02, 03 e 04 no intuito de sensibilizar a administração municipal a negociar o reajuste do piso para 2012 e também o pagamento do retroativo referente aos anos de 2010 e 2011. Buscam também a negociação no processo de implantação da Gestão Democrática.

No dia 02, eles realizarão um café da manhã na “feirinha”, no dia 03 continuam com panfletagem e no dia 04 acontece assembleia na Escola Joaldo Costa para definir os novos rumos do movimento.

Pacatuba

O magistério faz paralisação de advertência nos dias 02 e 03 de maio. A Prefeita Diva Santana de Melo insiste em descumprir a Lei do Piso e a Portaria Interministerial nº 1.809/2011, que divulga um percentual de 22,22% de reajuste para 2012 sem reduzir a carreira.

Além do desrespeito à legislação federal e aos profissionais do Magistério, a Educação de Pacatuba enfrenta vários problemas: Não há alimentação escolar suficiente e a pouca que existe não é armazenada em locais adequados. Não há banheiros suficientes nas escolas, nem giz, nem carteiras, pias. Várias escolas estão com iluminação precária e que ainda estão cercadas com arame farpado, colocando em risco a vida das crianças. Falta até água potável.

Por várias vezes os alunos faltam as aulas porque não há transporte regular pela falta de combustível.

Capela

Também não houve avanços nas negociações e por isso os educadores paralisam em forma de advertência nos dias 03 e 04.