Magistério da rede estadual realiza Ato da Verdade

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Os professores da rede estadual estiveram no Calçadão da capa_atoverdade_13João Pessoa na manhã desta quinta-feira realizando o “Ato da Verdade” para dialogar com a população sergipana sobre a greve que chega ao seu 24º dia.

Educadores distribuiram panfletos mostrando como o governo visa confundir a população e colocá-la contra os professores. No panfleto o sindicato desconstrói discurso governamental.


 

Déda diz que paga o piso aos professores

A VERDADE:

O governo fez uma conta de chegar. Para o início da carreira o piso é R$1451, mas os demais professores com mais tempo de serviço devem ter uma vencimento inicial um pouco maior, mas o governo fez uma manobra e todos estão com o vencimento inicial de R$1451 não importa se o professor tem 3 ou 30 anos de serviço.



O governador diz que o Estado já está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal

 

A VERDADE:

Enquanto os aposentados do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa forem pagos com dinheiro do Poder Executivo (Governo) os servidores da ativa terão seus reajustes prejudicados.

A Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal diz que cada poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) devem pagar seus aposentados, com isso sobraria recursos para o reajuste dos servidores públicos da ativa.

Não queremos muito. Só queremos que a lei seja cumprida. O governo de Sergipe não cumpre a lei do piso e ainda quer colocar o povo sergipano contra os professores. Temos que mudar essa ideia que só os trabalhadores devem cumprir a leis.


 

Déda diz que os professores não podem exigir a revisão do piso em 22,22% porque nenhum servidor público teve esse reajuste.

A VERDADE:

Não é o governador que determina o reajuste do piso. O reajuste é previsto em lei e leva em consideração o aumento nos recursos do Fundeb, que é de onde vem o dinheiro para pagar o salário dos professores. E entre 2011 e 2012 esse valor ficou em 22,22% é por isso que os educadores exigem esse percentual.

“Estamos nas ruas para conversar com o povo sergipano e mostrar que não só os trabalhadores devem cumprir as leis, mas o governo também”, aponta a presidenta do SINTESE, Ângela Maria de Melo.