Entidades apoiam greve dos professores em ato público

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Mobilização reuniu várias pessoas na praça Fausto Cardoso

 

Ato reuniu professores e representantes de entidades sergipanas (Fotos: Portal Infonet)

“Deus me perdoe porque: um dia ter votado em você”. Assim dizia um dos versos da paródia utilizada pelos professores do Estado durante ato público realizado na tarde desta quinta-feira, 31, na praça Fausto Cardoso. A mobilização, que não só reuniu membros da categoria, como também representantes de entidades que apóiam a greve, contou com apresentações culturais e intervenções artísticas.

Em frente a um palco montado próximo ao Palácio-Museu Olímpio Campos, os professores vestiram a camisa do movimento grevista e levantaram as bandeiras do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese). Em apoio ao ato público estavam entidades a exemplo do Instituto Braços e da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese).

“Essa categoria é a mais importante do mundo, e a Amese não poderia deixar de estar presente nesta mobilização. Quero destacar que o Brasil ainda precisa aprender muito, pois não existe nação desenvolvida que não invista em educação”, declarou o vice-presidente da associação, Edgar Menezes.

 

Presidente do Sintese cobra audiência com o governo

Para a presidente do Sintese, Ângela Melo, o ato desta quinta foi fruto de uma convocação da sociedade civil em apoio a categoria. “Acreditamos que essa contribuição é fundamental, e espero que essa mobilização sensibilize o governo para que atenda às nossas reivindicações”, disse Ângela, que ainda ressaltou que o sindicato está tentando marcar uma audiência com o governo.

Já o diretor de comunicação do Sintese, Joel Almeida, atentou para o fato de que, se o piso não for pago de forma igualitária para todos os professores, daqui a um determinado tempo, os profissionais de nível médio vão possuir um salário maior do que os que possuem formação em instituição de ensino superior. “A categoria é a mesma, portanto o percentual de revisão tem que ser aplicado a todos”, destacou.