Sintese faz vigília na Assembleia Legislativa

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Os professores estaduais em greve voltaram a fazer vigília na Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (11), e prometem continuar o movimento paredista, mesmo com  a decisão da Justiça de que a greve é ilegal. Na próxima terça-feira (12), a categoria promete realizar uma assembleia, a partir das 9h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju, logo após, seguir em cortejo fúnebre até a praça Fausto Cardoso, a fim de que realizar o enterro simbólico do governador Marcelo Déda.

Conforme a assessora de comunicação do Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Educação (Sintese), Caroline Rejane, a decisão de continuar ou não com a paralisação será definida pela categoria nesta terça-feira. “O Sindicato continuará realizando as manifestações já programadas, pois quem decide é a categoria”, afirmou, informando também que os professores continuam afixando adesivos nos carros.

A notificação da Justiça decretando a ilegalidade da greve foi assinada pela presidente do Sintese, Ângela Melo, na manhã dessa segunda-feira (11).

A ação foi ajuizada pelo Governo de Sergipe em face do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Estadual de Ensino (Sintese), solicitando a ilegalidade do movimento paredista e pedindo que os professores retornem às salas de aula até que seja julgado o mérito final.

De acordo com a sentença, a greve é ilegal e fere o direito público e subjetivo à educação. A ação também prevê o pagamento de multa diária de R$ 20 mil, por cada dia que não retorne às aulas.

“Com tais considerações, defiro o pedido de tutela antecipada requerida pelo Estado de Sergipe para suspender o movimento paredista, até julgamento final da presente demanda, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00 (vinte mil reais)”, diz parte da sentença da desembargadora.

Os professores estão em greve desde o dia 16 de abril, ou seja, há mais de 50 dias.  A categoria invadiu a sede da Secretaria de Estado do Planejamento e fez greve de fome, realizou o “Forró sem piso”, tomou as galerias da Assembleia Legislativa, fez passeatas e seminários, entre outras formas de mobilização.

Os professores reivindicam 22,22% do reajuste salarial na carreira do magistério para todos os professores e a cumprimento da Lei do Piso Salarial.