Professores de Carira prestam queixa contra Gilma Chagas

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A manhã desta quinta-feira, 21, foi movimentada na delegacia de Carira. Os professores da rede municipal foram prestar queixa contra a prefeita Gilma Chagas, pois a prefeitura recebeu os recursos do FUNDEB para fazer o pagamento dos salários, mas até hoje os educadores não receberam os salários de maio e também do mês de novembro de 2011.

Na delegacia os professores apresentam os extratos bancários comprovando que a prefeitura recebeu os recursos. “A situação dos educadores é desesperadora, pois é nossa sobrevivência que está em risco, nós cumprimos nosso trabalho e queremos nossos salários”, apontou a coordenadora da sub-sede do Agreste, Enivalda Leite.

Para o sindicato a ação da administração municipal ao exigir trabalho gratuito é reduzir a condição análoga de escravo.

De acordo com os extratos em novembro de 2011 e maio de 2012 mostram que a prefeitura recebeu de recursos do FUNDEB R$946.241,62 e R$1.190.11,54.

Ação coletiva

Os professores também entraram com uma ação coletiva contra a administração municipal de Carira, pois o SINTESE já fez várias denúncias e não há ação efetiva da prefeitura para dirimir os problemas.

Atraso no pagamento dos salários, não pagamento do 13º salário nos anos de 2008 e 2010 e da segunda parcela em 2011; inserção de servidores que não trabalham nas escolas na folha de pagamento do FUNDEB; falta de prestação de contas do uso dos recursos do FUNDEB; transporte escolar irregular, chegando ao ponto de alunos ficarem sem aula por falta de veículos; a estrutura física das escolas é precária (falta material didático, diários de classe, água potável). Os professores foram fazer a entrega da ação coletiva ao promotor e ao juiz da comarca.

Multa de R$150 mil

Na audiência pública realizada no dia 17 de maio onde foram discutidos os problemas por quais passam a Educação de Carira e falta de ação do Poder Executivo o SINTESE protocolou documento apresentando todas as dificuldades. O promotor ajuizou uma ação pública contra a prefeita e o juiz Sidney Silva de Almeida no dia 16 de maio condenou a prefeita Gilma Chagas a pagar multa de R$150 mil e bloqueou parte dos recursos do ICMS, FPM e FUNDEB. A prefeita recorreu.