Professores solicitam que deputados não aprovem projeto que acaba com a carreira

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Os professores da rede estadual ocuparam as galerias da Assembleia Legislativa para solicitar aos deputados estaduais que não aprovem o projeto enviado pelo Governo do Estado.

Semana passada o sindicato enviou aos deputados ofício comunicando a decisão da última assembleia da categoria realizada dia 04 de dezembro em que (mais uma vez) o índice de reajuste de 6,5% foi rejeitado.

“A categoria tem consciência que o Governo de Sergipe deve cumprir a lei do piso e aplicar o reajuste a todos os professores em 22,22%, por isso solicitamos que os deputados rejeitem esse projeto já que o processo de negociação foi reaberto”, disse a presidenta do SINTESE, Ângela Maria de Melo.

Quando fala em reabertura das negociações a presidenta do SINTESE se refere a audiência realizada na tarde da última terça-feira (11) entre a comissão de negociação do sindicato e o secretário de Estado da Casa Civil, Silvio Santos. Na audiência que contou com a presença da deputada Ana Lúcia o secretário afirmou o posicionamento de, a partir da apropriação dos dados econômicos, reabrir a negociação.

Projeto só em fevereiro

Membros da direção do SINTESE conversaram nesta quarta-feira com os deputados ratificando a decisão da categoria a rejeição ao reajuste de 6,5%.

A informação é que o projeto tramitaria na Comissão de Administração e Serviços Públicos. O sindicato também enviou ofício a presidenta da comissão, deputada Maria Mendonça, solicitando a suspensão da tramitação do projeto.

Mas em aparte ao pronunciamento da deputada Ana Lúcia, a deputada Maria Mendonça informou que o projeto não seria votado na comissão nesta quarta-feira e com o final do semestre legislativo, a matéria só volta a tramitar em fevereiro de 2013.

A deputada Ana Lúcia agradeceu a deputada Maria Mendonça pela postura e também ao deputado Garibalde Mendonça por ter intermediado.

Para a direção do SINTESE a não tramitação do projeto abre ainda mais o leque de possibilidades de negociação entre a categoria e o governo. Antes do ato da Prova Final (em 28/12) a direção pretende marcar uma nova assembleia.