SINTESE cobra retorno do grupo de trabalho em Estância

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Nesta segunda-feira, 22, membros da coordenação da sub-sede Sul do SINTESE foram recebidos em audiência pelo prefeito de Estância, Carlos Magno. O sindicato solicitou a audiência para discutir, principalmente, o reinício das atividades do grupo de trabalho que tem como tarefas o debate sobre a revisão do Estatuto do Magistério, do Plano de Carreira, Gestão Democrática e reajuste do piso. Como também a reativação dos conselhos de Alimentação Escolar, FUNDEB e de Educação.

Vale ressaltar que a instalação do grupo de trabalho se deu através da árdua luta dos professores pela valorização do magistério no município. Antes da interrupção dos trabalhos por parte da Secretaria Municipal de Educação, a luta dos professores conseguiu que o magistério de Estância tivesse a revisão do piso e o retorno da regência de classe. “O reajuste do piso em 2013 e o retorno da regência de classe, mesmo sem ter sido nos percentuais que queríamos, foram grandes vitórias da luta dos professores da rede municipal de Estância”, afirma Ivônia Ferreira, coordenadora geral da sub-sede Sul.

Mesmo com o reajuste do piso nos patamares de 2013 os salários dos professores da rede municipal de Estância ainda estão entre os mais baixos de Sergipe.

O prefeito Carlos Magno disse que publicará decreto prorrogando o prazo de trabalho do grupo para que as discussões sejam realizadas. E autorizou o estudo das folhas de pagamento para averiguar a possibilidade de aumento no percentual da regência de classe. De acordo com as lideranças sindicais o município tem recursos para viabilizar um índice maior na regência de classe. A receita mensal do FUNDEB está girando em torno de R$3 milhões mensais.

Histórico

O grupo foi criado em fevereiro e tinha prazo de funcionamento de 180 dias, mas de forma unilateral a Secretaria Municipal de Educação interrompeu os trabalhos sem que todos os pontos fossem discutidos entre a equipe do governo e o SINTESE. Só houveram avanços no reajuste do piso e na volta da regência de classe, mas ainda há muito a discutir para que o magistério de Estância volte a ser valorizado.